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31/01/2012 às 02:00 - Atualizado em 31/01/2012 às 20:14
As variedades precoces de soja, plantadas mais cedo para permitir que o produtor dê início aos trabalhos com do milho safrinha, já estão em ponto de colheita, e nesta semana as colheitadeiras entram em ação em vários municípios da região de Maringá. Mas os poucos produtores que começaram a colher se decepcionaram com os primeiros resultados, e a esperança agora são as variedades conhecidas como resistentes, que só começam a ser colhidas a partir da segunda quinzena de fevereiro.
Douglas Marçal
Trabalhador rural trabalha na dedetização da soja na região de Maringá; insumos são fatores encarecedores da produção nesta safra
"A baixa produtividade com as variedades precoces já era esperada depois da estiagem prolongada em dezembro e parte de janeiro, mas aqui mesmo na região tem produtor que vai colher até 160 sacas por alqueire, compensando a perda com a precoce", diz o vendedor Daniel Vansan, da unidade da Cocamar em São Jorge do Ivaí.
"Abaixo de cem sacas por alqueire é prejuízo", diz o plantador Ademir Sarre, que trabalha em uma propriedade da família no distrito de Floriano. "Depois das despesas de plantio e quatro ou cinco aplicações de defensivos até que a soja chegue ao ponto de colheita, o produtor só pode considerar que a safra foi positiva acima de 100 sacas por alqueire." Segundo ele, se o plantador trabalhar em terra arrendada, o pagamento gira em torno de 40 sacas, e as despesas de custeio também se aproximam de 40 sacas. "O que passar de 100 sacas, sendo arrendamento ou não, aí é lucro", diz.
15,3 milhões
toneladas de soja foram
cohidas na safra anterior;
3,6 milhões a mais que este ano
As chuvas da semana passada podem garantir uma safra "satisfatória", como diz o plantador Rosemar Adriano de Carvalho, o Dico, que ontem fazia a última aplicação de defensivos antes de iniciar a colheita. "O que se perdeu com a seca não tem mais jeito, mas a soja mais resistente sentiu menos os problemas do clima." Ele espera colher acima de 130 sacas por alqueire na propriedade em Floriano.
Na região
O mais recente relatório de estimativa de perdas por conta da estiagem, divulgado pela Secretaria de Estado da Agricultura e preparado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), mostra que a região de Maringá foi uma das menos prejudicadas, entre as que plantam soja, pela falta de chuvas.
A redução deve ficar em torno de 9,5%, ao passo que na região de Francisco Beltrão a quebra chegará a 37%, mais de um terço do estimado na época do plantio. A perda no sudoeste é praticamente quatro vezes maior do que a dos agricultores maringaenses.
As regiões que devem sofrer as maiores perdas com a estiagem, além de Francisco Beltrão, são as de Toledo (35,7%), Umuarama (32,9%) e Cascavel (31,8%).
Inicialmente estimada em 14,11 milhões de toneladas, a safra de soja paranaense foi reavaliada para 11,65 milhões, com uma quebra que deve girar em torno de 17,3%, o que significa que cerca de 2,44 milhões de toneladas não serão produzidas. Em dinheiro, isso significa algo em torno de R$ 1,76 bilhão.
COMPARATIVO
31/01/2012 às 02:00 - Atualizado em 31/01/2012 às 20:14
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