• Quadrilha queria desestabilizar comando da PM

Uma das intenções da quadrilha desmontada pela Polícia Federal (PF) na quinta-feira, na Operação Fractal, era derrubar o comando geral da Polícia Militar (PM) no Paraná. O objetivo seria ter mais facilidades para executar os crimes. Como resultado da operação, foram presas 23 pessoas - nove das quais, policiais.

Entre os oficiais da PM que permanecem presos estão o Capitão Alexandre Dupas Pereira, que comandava um dos batalhões da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), e o major Valmor Caetano Delle, que desde 2010 atuava como ouvidor da PRE. O terceiro oficial, coronel Carlos Alexandre Scheremeta, que durante quase 1 ano foi ouvidor da PM, foi conduzido à sede da Polícia Federal e liberado após prestar esclarecimentos.

Douglas Marçal

Agentes da Polícia Federal durante a Operação Fractal, em Maringá; assessor parlamentar seria o líder

Outros cinco praças - dois cabos, dois sargentos e um soldado - estão presos. De acordo com as investigações, o grupo recebia dinheiro de contrabandistas de cigarro. Quem não estava no esquema era alvo de extorsão pelos próprios policiais.

Toda a ação era comandada pelo assessor parlamentar Elieuton Francis Mayer, lotado no gabinete do deputado estadual Waldyr Pugliesi (PMDB). "Era impressionante a forma como ele agia. Se não era o líder, era o comandante da quadrilha. Ele tinha muita influência na quadrilha, inclusive sobre policiais", explicou o procurador da República Robson Martins, de Umuarama. Mayer foi exonerado ontem.

A OPERAÇÃO

250 agentes de segurança

40 mandados de busca e
apreensão cumpridos

23 mandados de prisão -
todos cumpridos

16 conduções coercitivas
executadas

Foi o Ministério Público Federal (MPF) de Umuarama que deu início às investigações. Ainda segundo o procurador, a intenção do grupo era derrubar o comandante-geral da PM, Roberson Luiz Bondaruk. Outra situação que surpreendeu até mesmo o procurador foi um plano para matar um vereador em Arapongas (66 km de Maringá).

O vereador seria inimigo de Mayer. "Houve contato para que um policial executasse o vereador, mas isso não ocorreu", completou Martins. O MPF não apurou o volume de dinheiro que a quadrilha movimentou.

Ontem, mais um policial envolvido no esquema foi detido. Ele apresentou-se na sede da Polícia Federal (PF) em Maringá. O policial, que é da região do 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM), mas não trabalha em Maringá, não havia sido encontrado pelos agentes da PF durante o cumprimento dos mandados. Ele foi ouvido e encaminhado ao batalhão de Maringá, onde permanece preso.

Além dos policiais militares, um investigador da Polícia Civil (PC) que seria de Foz do Iguaçu também está preso. Os demais envolvidos seriam contrabandistas, entre eles o ex-zagueiro do Coritiba e Fluminense Sorlei Mulari Crudzinski. O ex-atleta foi preso em Santa Catarina.

O MPF apurou que o dinheiro arrecadado pela quadrilha era utilizado em casas de jogos ilegais e máquinas caça-níqueis em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O comando geral da PM no Paraná informou por meio da assessoria que os envolvidos - caso se comprovem as denúncias - serão expulsos da corporação.

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