Foi preso, na manhã de sábado (15) o homem suspeito de ter matado um farmacêutico a tiros e ter atirado na mãe que tentou impedir o filho. O duplo homicídio aconteceu na quarta-feira (12) - a mãe do suspeito foi encaminhada ao hospital com ferimentos graves, mas acabou morrendo dois dias depois.

A Polícia Militar (PM) já havia encontrado, na sexta-feira (14), a moto de Marcelo Gimenes Natel, de 29 anos, e uma mochila com a arma usada no crime. No dia seguinte, familiares acionaram a polícia após encontrá-lo escondido na parte de cima do barracão do sítio que pertence aos pais dele, no Parque das Nações, armado com uma faca.

Quando os policiais chegaram, o jovem já estava mais calmo e se rendeu. Ele foi encaminhado para a delegacia de Polícia Civil e está à disposição da Justiça. Como o rapaz sofre de esquizofrenia, de acordo com a PM, em vez da prisão, ele pode ser internado para tratamento psiquiátrico, depois de passar por avaliação.

O caso

Segundo com a polícia, Marcelo Gimenes Natel foi a uma farmácia na manhã do dia 12 para tentar comprar um medicamento controlado sem a prescrição médica, mas o farmacêutico Anderson Anibal se recusou a vender. O suspeito, então, foi para casa, e disse à mãe, Armelinda Gimenes Natel, de 52 anos, que mataria o farmacêutico. Segundo a PM, Armelinda tentou intervir e ele a baleou no pescoço, indo para a farmácia da Avenida Atlântica, em seguida.

Lá, o rapaz já chegou armado com uma espingarda, desceu da moto, entrou na farmácia e atirou na vítima. Ele fugiu e só foi localizado três dias após o homicídio.

Solidariedade

A família de Armelinda Gimenes Natel, de 52 anos, autorizou a doação de órgãos da mulher. O helicóptero do Samu fez o transporte dos órgãos, para otimizar as possibilidades de sucesso em transplantes.

Após a coleta, o helicóptero veio para Maringá, onde deixou as córneas. Depois, viajou até Curitiba, onde o fígado, coração e os rins foram deixados.

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