O incêndio que matou o cadeirante Cláudio Aparecido Lopes, de 40 anos, na noite de segunda-feira (7), já foi esclarecido, de acordo com a Delegacia de Homicídios. Conforme o que foi apurado pelos investigadores, um adolescente de 17 anos teria sido o responsável, mas não houve intenção de matar. O caso, agora, segue para a Delegacia do Adolescente.

Segundo o delegado de homicídios, Diego Almeida, imagens das câmeras de segurança de imóveis vizinhos à casa que pegou fogo ajudaram a identificar o suspeito. As imagens, de acordo com o delegado, mostraram o adolescente saindo da casa da vítima e pedindo socorro às pessoas que passavam e, logo em seguida, o fogo tomando conta da casa. Com os vídeos, o suspeito foi identificado e foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimento.

"Quando ele foi confrontado com as imagens, ele acabou confirmando como aconteceu: ele falou que foi até a casa a convite da vítima, para eles consumirem bebida alcoólica e fumarem cigarro e, por um descuido do suspeito, ele teria deixado cair o fósforo aceso no chão, onde havia bastante álcool. Com isso, acabou pegando fogo na vítima. Ele disse que tentou apagar o fogo, mas não conseguiu".

Como o suspeito tem 17 anos, ele deverá ser investigado pela delegacia do adolescente, mas, na visão de Almeida, trata-se de um homicídio culposo (quando não há a intenção de matar).

Caso

O incêndio começou por volta das 23h de segunda-feira (7), na Rua Campos Sales, na Zona 7. Quando o Corpo de Bombeiros entrou no imóvel, encontrou o corpo do homem carbonizado e caído ao lado da cadeira de rodas. O fogo consumiu a casa em que ele morava e a vítima não conseguiu fugir. O suspeito apreendido é o mesmo que havia contado à Polícia Militar (PM), que havia levado o cadeirante para a casa e ido embora, mas que teria voltado e tentado salvar a vítima quando soube do incêndio.

 

Foto: André Almenara


Participe e comente