Nem só de crimes vive um plantão de delegacia. Existem situações curiosas e inusitadas que pegam delegados, escrivães e investigadores plantonistas de surpresa e, embora não estejam relacionadas a qualquer tipo criminal, exigem paciência, trato e delicadeza nos atendimentos.

Um desses casos ocorreu na manhã desta quarta-feira (24) no plantão da 9ª Subdivisão Policial (SDP), depois de um montador, de 45 anos, morador de Mandaguaçu – 23 km de Maringá -, pedir ajuda de um investigador para convencer sua ex-companheira a reatar a união, rompida há algumas semanas.

Chorando muito, o homem relatou que conviveu com a mulher por dois anos mas, por motivo não revelado, ela o teria abandonado e mudado para Maringá. Ainda segundo ele, para piorar a situação a ex parou de atender suas ligações telefônicas e o bloqueou nas redes sociais.

"Mesmo assim, ainda consigo ver fotos dela nas baladas nas páginas de outros amigos", contou o montador que, aos prantos, voltou a implorar ajuda policial para tentar reconquistar a mulher.

Paciente, o investigador explicou ao homem que a situação não era caso de polícia e o aconselhou a procurar ajuda psicológica. "É a vida que segue. Arrume outra mulher", sugeriu o policial.

Abalado, o montador retrucou: "O problema é que não existe outra como ela". Entre desabafos e conselhos, a situação consumiu 40 minutos do tempo precioso do plantonista, que tinha várias outras pessoas para atender.

O investigador justificou a atenção dispensada ao montador dizendo que todo cidadão que procura a delegacia merece ser atendido dignamente e orientado a buscar outras alternativas para tentar solucionar o seu problema.


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