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30/06/2011 às 17:56 - Atualizado em 30/06/2011 às 17:58
Uma comerciária de Maringá inventou um falso sequestro para justificar os dois dias que passou na casa do namorado sem dar notícias para a família e sem justificar a ausência no emprego. Tatiane Almeida de Araújo, 22 anos, desapareceu na terça-feira (28) à tarde após ter sido chamada na 9ª Subdivisão Policial (SDP) de Maringá para explicar o uso de um chip de celular registrado como furtado. A jovem reapareceu nesta quinta-feira (30) dizendo que havia sido sequestrada e mantida em cativeiro durante dois dias, mas acabou confessando a farsa durante interrogatório.
Na metade de junho, uma senhora registrou um boletim de ocorrência na 9ª SDP sobre o desaparecimento de um chip de celular. A mulher se assustou com o alto valor da conta telefônica e ao verificar o aparelho celular descobriu que o chip havia desaparecido. Através das ligações descriminadas na conta a polícia chegou até Tatiane.
Na delegacia, a jovem contou que o chip havia sido encontrado caído em um shopping da cidade por sua patroa em maio. Ela disse que ao perceber que a patroa tinha intenção de jogá-lo fora, pediu o chip e passou a utilizá-lo até o início de junho. Depois de apresentar a sua versão da história, a comerciária foi liberada.
No dia seguinte a família registrou o desaparecimento da moça na delegacia. Por dois dias, Tatiane não apareceu na casa onde mora com a mãe e a filha de oito meses e nem no emprego. Preocupada com o sumiço da filha, a mãe da jovem esteve em um programa de televisão na manhã desta quinta-feira e fez um apelo por informações sobre o paradeiro da jovem.
Horas depois a polícia recebeu um telefonema de um empresário do Jardim Olímpico informando que Tatiane estava em seu estabelecimento pedindo ajuda e dizendo ter sido vítima de sequestro. Chorando muito e aparentando bastante nervosismo, a moça foi levada para a delegacia onde contou que havia sido abordada por dois homens em um carro prata com vidros escuros na Avenida Mandacaru, logo depois de ter deixado à 9ª SDP na terça-feira, e levada para um cativeiro. Ela disse ter permanecido por dois dias em um quarto escuro, em uma casa de madeira, sem comer e beber. Hoje pela manhã ela teria conseguido fugir e pedir ajuda.
A versão de Tatiane não convenceu o delegado Nilson Rodrigues da Silva. Depois de ser informada que a polícia iria rastrear o local do cativeiro a partir das duas mensagens enviadas à mãe na quarta-feira pelo celular dela, a jovem acabou contando a verdade ao delegado Clóvis Papa. Ela disse que ficou assustada após ser interrogada e foi para casa do namorado no Jardim Olímpico onde permaneceu até a manhã de hoje.
30/06/2011 às 17:56 - Atualizado em 30/06/2011 às 17:58
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