• Empresário que matou porteiro em Maringá se entrega à polícia após ler reportagem no Diário

  • Wilame Prado
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O empresário Marcelo Cruz Maiolino, 47 anos, acusado de matar um porteiro no sábado (4), em um condomínio residencial na zona 07, entregou-se à polícia por volta das 13h desta quarta-feira (8) após ler no Diário as acusações que pesavam sobre ele.

Segundo seu advogado de defesa, Alcenir Antonio Baretta, após ler uma matéria no portal odiario.com nesta madrugada sobre uma antiga discussão entre ele e um outro porteiro, Maiolino resolveu começar a se defender.

Por enquanto ele se encontra na carceragem da 9ª Subdivisão Policial (SDP) de Maringá aguardando o interrogatório, que será solicitado pelo delegado Nagib Nassif Palma.

O advogado diz pretender ainda hoje entrar com um pedido de revogação da prisão temporária para que o empresário possa responder em liberdade a acusação de homicídio.

Sobre as outras acusações que pesam sobre Maiolino, Baretta confirma que realmente ele teve uma discussão no passado com outro porteiro, mas, segundo o advogado, já não há mais nenhuma ação cível no nome do empresário, que teria firmado e cumprido um acordo com as partes prejudicadas.

O crime
Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu por volta das 16h de sábado no Condomínio Cristovão Colombo, cerca de uma hora depois de o empresário render o taxista Valdenir Soncin Júnior, 20, na Zona 7, para tentar descobrir o paradeiro de outro taxista, Anderson da Silva Gomes, com o qual teria uma desavença.

Aparentemente transtornado, Maiolino arrancou Júnior de dentro do táxi e exigiu que ele revelasse o paradeiro de Gomes. "Avisa pra ele (Gomes) que eu estou cansado e ele é um covarde. Eu vou dar um tiro no olho dele para não estragar o couro", teria dito o empresário, segundo relatos feitos à polícia.

Alertado do ocorrido, Gomes comentou o fato com o pai, o porteiro Lionil Gabriel Gomes, funcionário do condomínio onde Maiolino reside com a família. Depois de registrar queixa na 9ª SDP, Lionil decidiu retornar ao condomínio para conversar com Maiolino. No entanto, o empresário desceu do apartamento empunhando uma pistola calibre 7.65 e executou o porteiro com vários tiros. Maiolino foi visto fugindo a pé e desapareceu sem deixar pistas.

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Comentários

1 comentários

  • Rafael Silveira
  • | 08/02/2012 17:14:25
  • Interessante,que o empresário,agora tenta se defender alegando legítima defesa.Esperou passar o tempo do flagrante e ser beneficiado pelas leis penais idiotas do Brasil.E quanto ao porteiro assassinado,acharam alguma arma da cintura dele?

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homicídio, Maringá, assassinato, tiro, zona 07, porteiro, empresário, Condomínio Cristovão Colombo, legítima defesa, perseguição

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