• Vídeo mostra ladrões explodindo caixa eletrônico de Iguatemi

  • Roberto Silva
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Três homens fortemente armados explodiram na madrugada de ontem o caixa eletrônico do Banco do Brasil (BB) instalado no interior do Supermercado Camilo, no distrito de Iguatemi, em Maringá. A explosão arremessou a porta do caixa – que pesa cerca de 200 quilos – a cerca de 30 metros de distância e causou danos consideráveis na loja.


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Até o final da tarde de ontem, o banco não havia informado o valor roubado, mas as estimativas apontavam para uma grande soma, uma vez que o caixa havia sido recarregado na tarde de quinta-feira para atender a folha de pagamento dos funcionários da Usina Santa Terezinha, maior geradora de empregos no distrito. Foi o segundo ataque contra o mercado num intervalo de pouco mais de 3 anos. Na primeira ação, em outubro de 2008, todo dinheiro foi recuperado.

Imagens gravadas pelas câmeras de segurança do supermercado mostram que ataque aconteceu exatamente às 3h29, depois de três homens usarem um veículo Gol para arrombar a porta de aço da loja.

Douglas Marçal

Morador do distrito de Iguatemi observa destruição em supermercado, causada pela explosão do ataque ao caixa eletrônico; bandidos ainda dispararam contra agente de segurança, que não se feriu

Numa ação rápida, os criminosos, que usavam capuzes, invadiram o mercado. Enquanto um dos bandidos vasculhava a loja com uma lanterna, outro se encarregava de colocar os explosivos – possivelmente bananas de dinamite – na porta do caixa eletrônico. Após acender o pavio, os criminosos deixaram a loja correndo e se protegeram do lado de fora. A explosão ocorreu em segundos e as imagens seguintes exibem os ladrões correndo em direção ao caixa eletrônico para fazer a coleta do dinheiro.

Outra câmera instalada em uma farmácia a 50 metros do mercado mostra os bandidos fugindo no mesmo carro usado para arrombar a porta da loja. Toda a ação durou exatamente 5 minutos, comprovando que o grupo possuia experiência neste tipo de ataque.

Segundo o investigador Antonio Carlos Ramos, da Polícia Civil, um morador do distrito – cuja identidade está sendo mantida em sigilo – foi atacado a tiros pouco antes da explosão. O policial contou que o morador retornava para casa de carro e, ao passar em frente ao supermercado, foi surpreendido por um dos ladrões, que deu ordem de parada.

Assustado, o motorista decidiu seguir em frente. Vários tiros foram disparados na direção do carro. "Por sorte, apenas um projétil acertou uma roda, e o homem escapou ileso", disse Ramos, confirmando que o veículo da vítima foi encaminhado para perícia para determinar o tipo de armamento utilizado.

Ainda de acordo com Ramos, assim que o alarme tocou, um vigia de uma empresa de segurança que presta serviço para o mercado foi de moto até ao local. Após verificar que o grupo estava fortemente armado, ele se protegeu em um local seguro e usou o celular para acionar a Polícia Militar (PM).

Próximo ao supermercado, os policiais encontraram um carregador de pistola 9 mm com dez cartuchos intactos, cinco cédulas de R$ 10, um livro de controle de abastecimento da empresa Proforte e um estojo de munição de fuzil 556, além de fragmentos de cédulas de R$ 100.

O Gol usado pelos bandidos foi encontrado por volta das 7h30 de ontem, em meio a um canavial na saída leste do distrito. Dentro do carro, com placas de Cerqueira César (SP), a polícia encontrou uma bala intacta de calibre 556, além de uma garrafa de água mineral, que foi encaminhada à Polícia Científica para coleta de impressões digitais. No final da tarde de ontem, a polícia confirmou que o Gol não possuía registro de furto ou roubo e estaria registrado em nome de uma locadora de veículos paulista.


Segundo ataque

Este foi o segundo ataque a caixas eletrônicos com uso de explosivos registrado na região de Maringá num intervalo de 2 meses. Em ambos, táticas semelhantes foram usadas. Na madrugada de 25 de janeiro, quatro homens armados de fuzis e pistolas explodiram os caixas eletrônicos do Banco do Brasil e Bradesco no distrito de Alto Alegre, município de Colorado, e roubaram todo o dinheiro das gavetas. A explosão foi tão forte que parte da estrutura do imóvel foi danificada.

Em meio à ação, os criminosos chegaram a disparar vários tiros em via pública. Duas mulheres foram feridas, sem gravidade, e um carro foi perfurado. Tal como em Iguatemi, os bandidos sabiam que os caixas haviam sido abastecidos no dia anterior.




SAIBA MAIS

  • A onda de ataques a caixas eletrônicos no Paraná deve estabelecer um novo recorde em 2012. No ano passado, foram 98 atentados. Em menos da metade deles, foram usados explosivos.
  • Este ano, somente em janeiro as polícias do Estado já contabilizaram 23 ataques. Destes, 20 tiveram o uso de bombas.
  • O total de ataques a caixas registrado somente em janeiro já supera todo o primeiro semestre de 2011, quando 20 equipamentos foram destruídos durante furtos ou roubos.
  • Em fevereiro de 2012, há notícias de pelo menos mais dez ataques. Os atentados estão fazendo com que supermercadistas e donos de postos de combustíveis repensem a estratégia de manter estes equipamentos nos estabelecimentos.
  • A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) estima que somente em 2011 os assaltos a caixas eletrônicos tenham provocado prejuízo de R$ 100 milhões em todo o País.
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