No comércio varejista brasileiro as notícias não são as melhores. Apesar do setor registrar, no mês de fevereiro, uma alta de 0,1% na receita nominal, em comparação com janeiro, nas vendas também registrou queda de 0,2%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados foram divulgados no último dia 12 de abril e quem apresenta o panorama é o vice-presidente do Banco BMG, Marcio Alaor.

Apesar do resultado negativo das vendas, o índice não teve efeito sobre a média móvel – esta se mantém positiva pelo segundo mês seguido, acentua Marcio Alaor. Em fevereiro, o percentual ficou em 1%, enquanto em janeiro foi de 1,4%. O problema é quando é feita a comparação com o mesmo período do ano passado, destaca o vice-presidente do Banco BMG – aí nota-se que o varejo recuou 3,2% no volume de vendas e essa é 23º taxa negativa seguida. Desta forma, no período janeiro-fevereiro de 2017, o comércio varejista soma redução de 2,2% nas vendas e queda de 5,4% na taxa acumulada nos últimos 12 meses.

A receita nominal de vendas, por sua vez, em fevereiro deste ano teve uma variação de 0,4% na comparação com o mesmo período de 2016. No acumulado no ano, 2,1%. Nos últimos doze meses, 4,2, reporta Marcio Alaor.

Quando o assunto é o comércio varejista ampliado – que, além do varejo, inclui também os veículos, as motos, as partes e peças e o material de construção - os dados do IBGE mostram que o setor teve variação de 1,4% para o volume de vendas em relação ao mês anterior, na série ajustada sazonalmente, e de 1% para receita nominal de vendas. Em relação ao volume de vendas, é a quarta vez consecutiva que este ficou positivo.

No entanto, mais uma vez, quando a comparação feita com fevereiro de 2016, o comércio varejista ampliado, assim como o comércio varejista, também apresenta queda – este, porém, de 4,2% para o volume de vendas e de 1,7% na receita nominal de vendas. Nas taxas acumuladas, Marcio Alaor, do Banco BMG aponta que as variações para o volume de vendas foram de queda de 2,1% no ano e de 7,5% nos últimos 12 meses.

As variações por atividades

Cinco das oito atividades pesquisadas que compõem o varejo, tiveram variação positiva no volume de vendas na passagem de janeiro para fevereiro. São elas: Móveis e eletrodomésticos, que registraram alta de 3,8%; tecidos, vestuário e calçados, com alta de 1,5%; livros, jornais, revistas e papelarias, com aumento de 1,4%; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos, com 1% de alta; e combustíveis e lubrificantes, com 0,6%.

Já as atividades com taxas negativas foram os hipermercados, os supermercados, os produtos alimentícios, as bebidas e o fumo, que registram queda de 0,5%. Os equipamentos e materiais para escritório, a informática e a comunicação, caíram 1,5%, e outros artigos de uso pessoal e doméstico, tiveram redução de 1,8%, conclui Marcio Alaor.


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