Policiais começam a se posicionar na Praça Generoso Marques, no centro de Curitiba, onde manifestantes a favor do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e pessoas favoráveis à Operação Lava Jato e ao juiz Moro, que passam pelo local, começam a se agredirem verbalmente.

Um grupo de cerca de 100 militantes petistas e do Partido da Causa Operária (PCO) se concentram na Praça exibindo faixas de apoio a Lula e pedindo a anulação do impeachment da ex-presidente da República Dilma Rousseff.

Lula presta nesta quarta-feira, 13, a partir das 14 horas, um novo depoimento a Moro, na ação penal em que é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por supostamente ter recebido recursos da Odebrecht para a compra de um terreno destinado a abrigar a sede do Instituto Lula em São Paulo e de um apartamento vizinho ao do petista em São Bernardo do Campo.

Eleições de 2018

De acordo com Antônio Carlos, membro da Direção Nacional do PCO e um dos líderes do ato na Praça Generoso Marques, se for esperar a eleição de 2018 e não for feito nada agora, "o Lula será preso e a participação da esquerda na eleição do ano que vem será inviabilizada".

"O golpe não foi feito para durar só 18 meses. Todas as medidas que estão sendo adotadas pela direita não vão na direção de termos eleições democráticas no próximo ano. Pelo contrário, o que estamos vendo é cada vez mais uma 'direitização' e estreitamento do regime e uma perseguição não só ao Lula, mas à toda esquerda", disse o dirigente.

Para Antônio Carlos, a política em curso caminha na direção de se colocar o Partido dos Trabalhadores na ilegalidade, "tirando da disputa a maior liderança do País". "Não apoiamos o PT na última eleição, mas defendemos o direito de Lula ser candidato, que a maior liderança política não tenha seus direitos políticos cassados, ainda mais pela farsa da Operação Lava Jato", disse.

Inocência

Perguntado pelo Broadcast Político (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) se acredita em 100% na inocência do Lula mesmo diante das acusações feita ao petista pelo ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, o diretor do PCO disse que "não se trata de um problema de inocência ou culpa". "Se trata de olhar o que está por trás da campanha que é realizada contra o ex-presidente Lula", afirmou, acrescentando que as delações ocorrem sob "verdadeiro terrorismo" e "estão sendo instrumentalizadas" para beneficiar os delatores que entregam o ex-presidente.

Ele ainda argumentou que nem Palocci nem os demais delatores apresentaram provas.

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