Durante a sessão da Câmara Municipal de Maringá desta terça-feira (12), o vereador Homero Marchese (PV) e o presidente da Câmara, Mario Hossokawa (PP), discutiram sobre os gastos com a campanha publicitária feita pelo legislativo na Semana da Pátria. Investimento "descabido", segundo o vereador do PV.

Ao usar a tribuna no pequeno expediente, Marchese apresentou o valor gasto com a campanha de uma semana em vários veículos de comunicação, detalhou parte do que foi investido em cada um e ainda questionou a qualidade do material e o alcance de cada veículo escolhido.

"O plano de mídia obtido pelo nosso gabinete aponta que esta Câmara, nós vereadores – eu não, porque sempre fui contra isso – gastamos R$ 147 mil na última semana, com a veiculação de uma campanha da Semana da Pátria. Uma Casa que se gaba por ter gasto R$50 mil, R$60 mil em um carro após uma longa licitação 'torrou' dois carros em uma semana, pra fazer uma publicidade desnecessária, do meu ponto de vista totalmente descabida, que não cabe ao poder legislativo fazer", disse o vereador do PV.

Marchese ainda disse que levará "esses fatos" ao Ministério Público. "Já estou fazendo o levantamento das informações necessárias", garantiu.

Logo após a fala de Marchese, o presidente da Casa afirmou que, da forma como foi dito por Marchese, parecia que o plano tinha sido feito em segredo. "Mas todos os vereadores estavam na reunião de mídia, aprovaram o plano". Hossokawa ainda garantiu que responderá "por tudo o que vier pela frente, Ministério Público", porque "não tem nada de errado". "Ninguém precisa se preocupar, que é a responsabilidade é do presidente. Eu assumo sozinho [se houver processo]. Não tenho medo, não. Às vezes o cara é grandão, mas só tem tamanho e safadeza", provocou.

Antes de encerrar a fala, Hossokawa ainda advertiu Marchese sobre a postura como vereador. "O senhor pare de apresentar projeto para mudar a Lei Orgânica do Município, para perseguir as pessoas com quem vossa excelência está brigada", referindo-se ao projeto de lei anunciado pelo vereador, segundo o qual ficaria proibido que a Prefeitura e a Câmara pagassem publicidade em veículos de comunicação como blogs.

O vereador Do Carmo pediu a palavra e disse que, quando são feitas essas acusações, "a Câmara inteira fica sobre suspeição". Ele propôs que os questionamentos e respostas sejam fundamentados e "colocados no papel, em documentos", para não ficar na troca de acusação. "Se o senhor, vereador Homero, tiver razão, eu dou todo o meu apoio para caçar o presidente da casa, mas, se o presidente estiver certo, também apoio totalmente as medidas necessárias".

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