A partir das 14h desta quarta-feira (13), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será interrogado pelo juiz federal Sérgio Moro em Curitiba a respeito de uma suposta propina paga pela Odebrecht. A empreiteira teria comprado um terreno para a construção de uma nova sede do Instituto Lula e um apartamento em São Bernardo do Campo, onde ficam os seguranças do ex-presidente. O apartamento fica próximo ao apartamento onde o ex-presidente mora.

Essa é a segunda vez que Lula é ouvido como réu em um dos processos da Lava Jato. Em julho, o ex-presidente foi condenado a nove anos e meio de prisão sob a acusação de ter recebido propina (um triplex de R$ 3,7 milhões) da empreiteira OAS em troca de benefícios em contratos com a Petrobras.

O Ministério Público Federal, busca, com a audiência desta quarta-feira, descobrir se o terreno para o Instituto Lula e o apartamento, que teria sido locado por um suposto laranja – José Carlos Bumlai –, também fazem parte das propinas pagas pela Odebrecht a políticos e funcionários da Petrobras, com quem firmou vários contratos.

Além de Lula, o juiz Sérgio Moro deve interrogar o ex-assessor do ex-ministro Antônio Palocci, Branislav Kontic, outro réu na Lava Jato.

Esquema de segurança

Assim como no primeiro depoimento de Lula, as polícias Militar, Civil, Rodoviária e Federal montaram um esquema especial de segurança e também de trânsito em Curitiba, principalmente no perímetro do prédio da Justiça Federal. Um raio de 150 metros da edificação ficará bloqueado.

São esperadas manifestações de grupos a favor e contra Lula.

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