A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta quarta-feira (13), em São Paulo, o empresário Wesley Batista. O executivo é investigado em inquérito sobre manipulação do mercado financeiro, referente ao suposto lucro obtido com a venda de dólares às vésperas da divulgação da delação premiada dos executivos da J&F. A ordem de prisão contra o irmão de Joesley Batista, preso no domingo (10) é da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

A ação de Wesley e de Joesley é caracterizada como insider trading. As investigações da Polícia Federal mostraram que os irmãos Batista compraram US$ 1 bilhão no mercado financeiro na véspera da divulgação das gravações. Logo depois da divulgação dos áudios, a JBS teria obtido alto lucro, pois a moeda disparou. Os dois também teriam vendido R$ 327 milhões em ações da JBS enquanto negociavam a delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR), em abril.

Os suspeitos poderão responder por crime de uso de informação relevante, ainda não divulgada ao mercado, para propiciar vantagem indevida com valores mobiliários. As penas variam de um a cinco anos de prisão e multa de até três vezes o valor da vantagem ilícita obtida.


Em nota, a defesa dos irmãos Batista lamenta a ação. "Sobre a prisão dos irmãos Batista, no inquérito de insider information, é injusta, absurda e lamentável a prisão preventiva de alguém que sempre esteve à disposição da Justiça, prestou depoimentos e apresentou todos os documentos requeridos. O Estado brasileiro usa de todos os meios para promover uma vingança contra aqueles que colaboraram com a Justiça”.

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