Como esperado por analistas, o Banco Central do Brasil determinou pela 11ª vez consecutiva o corte dos juros básicos da economia. Assim sendo, a taxa Selic caiu 0,25 ponto percentual, chegando ao patamar de 6,75% ao ano, o menor registrado desde o começo da série histórica em 1986.

A recente redução definida por unanimidade pelo Comitê de Política Monetária (Copom) faz parte de uma série de cortes que vêm ocorrendo desde outubro de 2016. Desde então, a Selic, que chegou a 14,25% ao ano em julho de 2015, foi reduzida gradualmente até atingir o nível atual.

Entre as sucessivas quedas, a que ocorreu em setembro do ano passado foi a mais significativa. Isso porque a Selic caiu de 9,25% para 8,25%, ultrapassando o patamar de 8,50%. Com isso, o cálculo do rendimento poupança mudou, conforme norma definida em 2012.

Quando a taxa Selic está em 8,50% ou menos, o cálculo da poupança passa a ser de 70% da Selic + Taxa Referencial. Acima de 8,50%, o cálculo é de 0,5% + Taxa Referencial. Dessa forma, a rentabilidade da caderneta agora está menor, cerca de 4,73% ao ano, prejudicando o bolso de muitos brasileiros.

No País, muitas pessoas ainda elegem a caderneta como principal destino de suas economias. De fato, a modalidade é muito prática e acessível, mas não oferece os melhores resultados quando o assunto é rentabilidade.

Em comparação com outras opções de investimento, como Tesouro Direto e Bolsa de Valores, a poupança não oferece os melhores rendimentos. E esse cenário se agravou quando o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, determinou diversos cortes na taxa Selic em 2017.

O Comitê afirmou em nota que pode parar de cortar os juros a partir da próxima reunião, que acontecerá no mês de março, se o cenário econômico do Brasil não mudar. Isso porque o órgão acredita que, para ocorrer novos cortes na taxa Selic, é preciso que haja aprovação de reformas estruturais, além do fortalecimento da economia e controle da inflação.

Saques na poupança aumentam em janeiro

O início de ano tem sido desafiador para a caderneta. Com saque líquido de R$ 5,201 bilhões, a aplicação fechou o mês de janeiro com uma diferença significativa entre os valores retirados e as quantias depositadas por poupadores. Segundo dados divulgados pelo Banco Central, após dois meses de boa performance com depósitos feitos, o primeiro mês de 2018 registrou resultado negativo.

O órgão também informou que o total de saques realizados em janeiro deste ano foi de R$ 191,718 bilhões, enquanto a soma dos depósitos fechou em R$ 186,516 bilhões. Considerando os rendimentos de janeiro, que totalizaram R$ 2,961 bilhões, o estoque da caderneta de poupança soma mais de R$ 722,3 bilhões.

Mesmo alto e expressivo, o valor teve queda na comparação entre dezembro de 2017 e janeiro de 2018. No último mês do ano passado, o estoque da poupança estava em R$ 724,6 bilhões. Esse recuo se deve justamente pelo aumento no número de saques feitos no começo deste ano.

De acordo com o Banco Central, em todo o ano de 2017, os depósitos superaram os saques em R$17,12 bilhões. Sendo que, apenas em dezembro do ano passado, os depósitos líquidos somaram R$ 19,373 bilhões.

Outra informação importante sobre o resultado registrado em janeiro é que, somente nos dias 30 e 31, foram depositados R$ 3,650 bilhões líquidos na poupança, fato que ajudou a suavizar em parte o desempenho ruim no balanço final.

Entre as razões para o aumento de saques em janeiro, estão as contas a pagar relativas a esse período do ano. Entre os custos que costumam pesar no orçamento do brasileiro estão matrícula, material escolar, IPTU e IPVA.

Dessa forma, muitos poupadores precisaram recorrer aos recursos da poupança para honrar todos os compromissos e evitar a inadimplência. Esse movimento, portanto, pode ter causado um impacto negativo no balanço mensal da caderneta neste início de 2018.



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