A taxa de feminicídios no Brasil é a quinta maior do mundo, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas). Outros números também assustam e evidenciam o machismo enraizado em nossa sociedade: a cada 11 minutos, acontece um estupro no país, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública; a cada duas horas, uma mulher foi assassinada em 2017, de acordo com levantamento do G1.

Assédio, exploração sexual, estupro, tortura, violência psicológica, agressões por parceiros ou familiares, perseguição, feminicídio. Sob diversas formas e intensidades, a violência contra as mulheres é recorrente e presente em muitos países, motivando graves violações de direitos humanos e crimes hediondos.

Apesar da gravidade do problema, nas diferentes regiões do planeta, a falta de compreensão sobre as desigualdades e as relações de poder que são construídas junto aos papéis associados ao gênero masculino e feminino leva à negação de direitos e diferentes níveis de tolerância social à violência, gerando, assim, ainda mais violência.

O quadro se agrava diante de um histórico de colonização e desenvolvimento econômico estruturalmente baseado em relações racializadas – o Brasil está há 127 anos fora do regime escravista, contra 388 anos sob a escravidão legal. Passou, ainda, por duas Ditaduras somente no período republicano, em que a violência, inclusive contra as mulheres, foi institucionalizada.

Como exemplos da construção dos lugares desiguais de homens e mulheres na sociedade, a legislação do Brasil Colônia dava aos maridos o direito de assassinar as mulheres. E o Código Civil que vigorou de 1916 a 2002 considerava mulheres casadas como “incapazes”. Assim como ocorreu com a escravidão, que legalizava o tratamento a seres humanos negros e negras como “coisas”. O que na atualidade é reconhecidamente absurdo, já foi legal.

Especialistas apontam que o País registrou avanços significativos nas últimas décadas. Ratificou a Convenção de Belém do Pará – como ficou conhecida a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra Mulher. A convenção é considerada um marco no enfrentamento à violência contra as mulheres, já que ela exige dos Estados um compromisso efetivo na erradicação da violência de gênero a partir da criação de legislação específica – campo em que o Brasil tornou-se referência com a promulgação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340), em 2006.

A conjugação das normas internacionais com leis nacionais foi essencial para tirar a violação dos direitos humanos das mulheres da invisibilidade. Descortinar o problema, porém, é apenas o primeiro passo de um longo processo de transformação que inclui a criação de serviços específicos para atendimento àquelas que tiveram seus direitos violados, o fomento à capacitação de pessoal e a modificação de padrões socioculturais.

Por conta deste triste cenário, Herica Oliveira, empresária e business coach convidou a advogada Graziella Martins do Nascimento Alves,  advogada especialista em direito público e de família; membro da OAB Mulher e OAB Mulheres Negras para uma palestra gratuita dia 18 de agosto, sábado, das 10 às 13h na filial de Nova Iguaçu da Escola de Cuidadores de Idosos Dila Oliveira. As duas esperam atrair o maior número de mulheres possíveis para alertá-las e orientá-las, inclusive em como agir em caso de terem conhecimento de abusos e violências que vizinhas, parentes e amigas, sofrem sem saber como agir.

Por que lilás é a cor do feminismo?
No movimento feminista, havia uma forte crítica à prática da maioria dos partidos e sindicatos que usavam bandeira vermelha.. Muitos movimentos se organizaram de forma autônoma, lutando para garantir sua independência. Assim, várias feministas adotaram a cor lilás, que é a soma entre as cores azul e rosa. Venha saber como ajudar aquela amiga, vizinha, parente que é vítima de violência doméstica #JuntasSomosMaisFortes

Serviço                                                                                                                 Palestra: Agosto Lilás |  Orientação de como agir nos casos de abuso e enfrentar a violência contra as mulheres.

Dia : 18 de agosto, sábado, das 10 às 13h, vagas limitadas                                

Com : Herica Oliveira, empresária; Graziella Martins do Nascimento Alves, advogada especialista em direito público e de família; membro da OAB Mulher e OAB Mulheres Negras.

Local: Escola de Formação de Cuidadores e Home Care Dila Oliveira - Rua Marechal Floriano, 1480 loja 148 - Iguaçu Shopping

Mais informações, de segunda a sexta, das 9h às 17h.
21.982227641

Inscreva-se: https://www.eventbrite.com.br/e/agosto-lilas-curso-de-cuidadores-domiciliares-dila-oliveira-promove-palestra-gratuita-para-orientar-tickets-48774171861

 

Website: http://www.dilaoliveira.com.br


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