O utilitário produzido em Piracicaba (SP) eleva o patamar de qualidade do segmento. E tudo começa pelo preço: o Hyundai Creta não é o mais barato entre seus rivais, mas custa menos do que os maiores adversários, nas versões equivalentes.

Também eleito como o "lançamento mais importante do salão do automóvel de 2016", o novo S.U.V Hyundai Creta se destaca pela sua vasta gama de acessórios de série, que são somente vistos em carros importados. Ele dispõe de quatro versões - Attitude 1.6, Pulse 1.6, Pulse 2.0 e Prestige 2.0 para a sua escolha.

Com duas versões de motorização, é possível alinhar alta performance, com seus 130 cv de potência, e baixo consumo de combustível, percorrendo com 10 km/l, os motores Nu 2.0 Dual CVVT e Gamma 1.6 Dual CVVT atendem às necessidades de motoristas exigentes.

Quem já dirigiu o HB20, por exemplo, sabe que o compacto tem dirigibilidade acima da média para o segmento, sobretudo nas versões com motor 1.6. Com o Creta, a sensação é parecida, e o SUV apresenta um bom acerto dinâmico – até melhor do que no hatch. Isso por conta do uso de uma plataforma mais refinada – do sedã Elantra.

Outra diferença entre Creta e HB20 é que o segundo é um modelo criado para o Brasil, enquanto o SUV é um produto global que sofreu algumas adaptações para o mercado local. O 1.6, de 130 cv, é o mesmo motor do HB20, com 2 cv a mais graças a melhorias da engenharia, como a adoção do comando variável de válvulas também no escape.

Um rápido contato com ele deixou a impressão de que o conjunto é suficiente para o uso cotidiano. Fora isso, o isolamento acústico é muito bom nas duas versões, assim como os acertos de direção, freios e suspensão. Esta última, apesar de ter como arquitetura um eixo de torção (o Renegade usa multilink, mais refinada), filtra bem as imperfeições, e confere à carroceria pouca rolagem em curvas. Ela é firme, mas fica longe de ser desconfortável. E corrige uma falha presente no HB20, onde a traseira "pula" ao passar em depressões no piso.

Já as transmissões são sempre de seis marchas, manual ou automática nas versões 1.6, e apenas automática nas 2.0. O modelo ainda tem o sistema start-stop, que desliga e aciona o motor automaticamente em breves paradas para reduzir o consumo na cidade (em todas as versões). E a tarefa foi realizada: as versões com ambas as motorizações conseguiram nota A do Inmetro na categoria. Com câmbio manual, o 1.6 faz na cidade 7,6 e 10, 4 km/l (e/g) e, na estrada, 8,2 e 11,7 km/l (e/g). Já o 2.0 faz 6,9 e 10 km/l na cidade e 8,2 e 11,4 km/l na estrada.

Depois, vai adicionando itens como controles de tração e estabilidade e assistente de partida em rampas, entre outros. Confira as listas completas mais abaixo. A topo de linha inclui revestimento em couro marrom (uma experiência bem sucedida no HB20), seis airbags, luz diurna em LEDs, faróis com iluminação em curvas e monitor de pressão dos pneus, além de chave presencial, retrovisor rebatível eletricamente, bancos com ventilação (item inédito no segmento), ar-condicionado digital automático e tela multifunção entre os instrumentos.

O piloto automático aqui está presente desde a versão 1.6 AT. O sistema multimídia BlueNav, disponível apenas na versão mais cara, é compatível com Android Auto e Apple CarPlay e oferece câmera de ré. As demais tem um sistema de som básico.

OPINIÃO
Com um fôlego extra, câmbio automático de seis marchas reprogramado, maior agilidade, melhor aceleração, e mais conforto em relação aos outros, o novo Hyundai Creta veio para "tirar o sono" de todos os seus principais concorrentes.


PARA CLIENTES EXIGENTES. S.U.V. chega com vasta gama de acessórios e quatro versões: Attitude 1.6, Pulse 1.6, Pulse 2.0 e Prestige 2.0 —FOTO: DIVULGAÇÃO


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