Após semanas de especulações, a PSA, que inclui as marcas Peugeot, Citroën e DS, confirmou a compra da Opel e sua subsidiária britânica Vauxhall, que pertenciam à General Motors. Com o negócio, fechado por cerca de 2,3 bilhões de euros (em torno de R$ 7,6 bilhões), a empresa francesa passa a ser a segunda maior montadora da Europa, atrás do Grupo Volkswagen e à frente do conglomerado Renault-Nissan.

Por meio de comunicado, a PSA informou que a negociação envolveu as operações automotivas da Opel/Vauxhall, bem como as duas marcas, seis fábricas de montagem de veículos e cinco de peças, um centro de engenharia (em Rüsselsheim, na Alemanha) - no total há 40 mil funcionários. A GM manteve o controle do centro de engenharia de Turim, na Itália, utilizado pela empresa em projetos internacionais.

Os produtos da Opel continuarão usando as tecnologias da GM e se beneficiarão das licenças de propriedade intelectual da norte-americana, até que seus veículos passem, nos próximos anos, a utilizar plataformas da PSA.

"Estamos orgulhosos em unir forças com a Opel/Vauxhall e profundamente dedicados a continuar desenvolvendo essa grande empresa e acelerar o seu processo de recuperação", afirmou Carlos Tavares, presidente da PSA.

A Opel pertencia à GM desde 1929. A subsidiária alemã, porém, dava prejuízos desde 1999.

Para o grupo francês, o negócio cria oportunidades de expansão em países onde suas marcas não têm grande participação de mercado. Os principais são Alemanha e Inglaterra, por exemplo.

Apesar da venda da Opel, a GM não pretende se despedir da Europa. A diferença, agora, é que a norte-americana permanecerá no continente por meio de modelos de nicho, como os Chevrolet Camaro e Corvette, além da marca Cadillac, informou a montadora dos Estados Unidos.

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