Os sedãs Prisma e Logan trazem atualizações importantes na linha 2017. Neste comparativo, o Chevrolet, que recebeu reestilização e ajustes nos motores, é representado pela versão LT, com seu 1 4 de até 106 cv e tabela a partir de R$ 54.890. O Renault vem na configuração Expression a partir de R$ 53.500, com o novo 1 6 de até 118 cv da "família" SCe.

A boa posição de dirigir, o baixo nível de ruído e o aspecto mais moderno da cabine do Prisma agradam. Mas, além de ser mais rápido e espaçoso, o Logan custa menos, ganha em equipamentos e tem peças e seguro mais baratos, o que lhe garantiu a vitória no duelo.

Os dois sedãs estão mais econômicos. O consumo médio do Prisma baixou 18% e o do Logan, 21%, segundo o fabricantes. Contribuem com isso os novos câmbio manual de seis marchas do Chevrolet e o sistema start&stop do Renault, que desliga o motor em paradas prolongadas.Essa dupla empatou no consumo urbano, com 13,0 km por litro de gasolina, de acordo com o Inmetro. Na estrada, o Prisma roda 15,4 km/l, ante 13,8 km/l do Logan, graças à sexta marcha, que ajuda a reduzir o giro do motor.

Em movimento, quem busca desempenho vai se dar melhor com o Logan. Seu novo 1.6, que é 12 cv mais potente que o anterior, garante boas respostas ao acelerador. O torque máximo surge a 4 mil rpm, mas mesmo assim as retomadas em giros baixos são convincentes. O Prisma é ágil na cidade, mas fica aquém do rival em situações que exigem força, como aclives e retomadas, sobretudo quando está carregado. Por outro lado, o funcionamento de seu 1.4 é bem mais suave e silencioso que o 1.6 do rival, mesmo em rotações altas. No Logan, o ruído do 1.6 fica bem acentuado acima dos 80 km/h.

Ao entrar nesses sedãs, a primeira impressão é melhor no Prisma. Há excesso de plásticos rígidos em ambos, mas as linhas mais modernas de painel e portas disfarçam melhor o despojamento do Chevrolet, enquanto no Renault o desenho antiquado cria um aspecto ainda mais espartano.

Nenhum dos dois traz marcador de temperatura do motor. Os instrumentos digitais do Prisma são mais bonitos, mas o Logan compensa com o computador de bordo, que o rival só oferece na versão LTZ, de topo.

A ergonomia favorece o Chevrolet, que oferece posição de dirigir mais elevada e comandos do som no volante. Os do Renault, instalados em uma haste na coluna de direção, são mais difíceis de operar.

Os bancos do Logan poderiam ter espuma mais firme. Em viagens longas, cansam as costas de motorista e passageiros. Por outro lado, o espaço interno para todos os ocupantes é para lá de amplo.

A central multimídia MyLink 2 é item de série no Prisma, com novos botões e tela mais responsiva que a da primeira geração. No Logan, a central Media Nav integra um pacote que custa R$ 1 300. Embora tenha interface menos elegante, o dispositivo da Renault é mais completo e traz até navegador GPS, ausente no rival.

No Prisma LT, o assistente OnStar traz monitoramento e bloqueio remoto do veículo e conexão com uma central de socorro em caso de acidente. Esses serviços custam R$ 65 por mês. Navegador GPS e concierge só estão disponíveis na opção mais cara, LTZ.

OPINIÃO
O Chevrolet tem algum capricho por dentro, mas seu motor 1.4 prefere a discrição à valentia, enquanto o Renault mostra mais fôlego, mas perde feio no quesito beleza interior. Quem concilia melhor todas essas virtudes é o Hyundai HB20S, mas sua tabela é pra lá de salgada: parte de R$ 56.615.


LINHA 2017. Sedãs bons de mercado trazem novidades aos adeptos: Chevrolet Prisma e Renault Logan. —FOTO: DIVULGAÇÃO

Novidades sem boas surpresas


Quando um modelo chega ao fim do seu ciclo de vida, é hora de lançar um substituto. Seja nova geração ou um produto completamente inédito, é esperado que o lançamento supere em modernidade o carro que deixou de ser fabricado.

No entanto, nem sempre isso ocorre. Questões como cortes de custo, reposicionamento de mercado ou mesmo decisões equivocadas podem colocar nas lojas produtos nitidamente inferiores aos que estão sendo substituídos.

Selecionamos alguns casos recentes no mercado brasileiro em que a novidade nem sempre superou o modelo antigo. É o caso da minivan Chevrolet Spin, que entrou no lugar de Meriva e Zafira em versões de cinco e sete lugares, mas sem as soluções como o sistema Flex7 da Zafira nem a versatilidade do Meriva, que foram trocadas por um modelo de visual polêmico e interior simples.

A Fiat fez algo parecido com o Mobi, que entrou no lugar da versão de entrada, Vivace, do Uno. O compacto, no entanto, é menor e mais simples que o Uno, e ainda foi lançado sem o aguardado motor 1.0 de três cilindros, que só chegou à linha no fim do ano passado.

Vectra
Em 2006, a Chevrolet lançou no Brasil a terceira geração do Vectra. O modelo, no entanto, era a versão sedã do Astra europeu Sem o carisma do antecessor e nem itens como suspensão traseira independente, não fez o mesmo sucesso.

Gol
O Gol "Geração 4" marcou o fim de linha da carroceria antiga do compacto com um notável empobrecimento em relação ao carro da fase anterior. Com acabamento e visual muito mais simples, o Gol fabricado entre 2005 e 2014 perdeu versões e assumiu o posto de carro mais barato da marca no País à época.

Mobi
O Mobi foi lançado no Brasil em 2016 para ser a base da gama da Fiat. Ele substituiu as versões de entrada do Uno, custando praticamente o mesmo, mas sendo um carro menor e bem mais simples até mesmo que os antigos Uno Vivace. Além disso, não representou nenhuma evolução tecnológica no segmento.

Spin
A Chevrolet substituiu as minivans Meriva e Zafira com um único produto, a Spin. Mas a novidade baseada na plataforma do Cobalt não tem o visual bem acertado das antecessoras, nem as dimensões compactas da Meriva ou o engenhoso sistema de rebatimento da terceira fileira de bancos da Zafira.
I30

A primeira geração do hatch sul-coreano foi um sucesso no Brasil A segunda, no entanto, apesar do belo visual, era muito mais cara e veio com motor 1.6, que não entregava o mesmo rendimento do bom 2.0 do modelo que o antecedeu.
/// Agência Estado


AVESSO. Fiat Mobi: substituto do Uno recebe críticas por ser menor e bem mais simples, ainda que custando o mesmo. —FOTO: DIVULGAÇÃO


Participe e comente