O número de veículos exportados pelo Brasil no primeiro trimestre foi o maior da história e, se continuar surpreendendo positivamente, pode forçar a Anfavea a revisar a previsão de exportação para o ano, disse o presidente da associação, Antonio Megale.

Um dos pontos de atenção da indústria automobilística brasileira é o mercado argentino, que é o principal cliente do Brasil e, na previsão da Anfavea, terá uma demanda recorde por veículos em 2017. Segundo Megale, a projeção da associação é que as vendas na Argentina somem algo entre 850 mil e 900 mil unidades.

A previsão da Anfavea para a exportação brasileira de veículos é de crescimento de 7,2%. O resultado observado no primeiro trimestre, no entanto, mostra avanço quase dez vezes maior, de 69,7%. "Se não temos mercado interno, temos de produzir para o mercado externo", afirmou Megale. Ainda assim, disse que, se a demanda no Brasil voltar a crescer, o esforço de exportação "será mantido".

Sobre o número de trabalhadores na indústria automobilística, que ainda cai, apesar do avanço na produção, Megale ressaltou que o ritmo de queda está menor, que mostra "estabilização" do nível de emprego.

Colômbia

Nos próximos três anos, o Brasil pretende triplicar as exportações de automóveis para a Colômbia. As vendas, que atualmente somam 17,5 mil unidades por ano, devem chegar a 50 mil.

A projeção é feita após acordo entre Brasil e Colômbia, que define cotas para que os países possam exportar automóveis, vans e veículos comerciais leves com alíquota zero – até então, as exportações estavam sujeitas ao recolhimento do Imposto de Importação de 16%. O acordo determina que a Colômbia possa exportar as mesmas quantidades para o Brasil sem recolher impostos.

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