Os utilitários-esportivos Volvo XC90 e Mercedes-Benz GLS 350d podem ser comparados a iates: são grandes e têm boa dose de requinte e equipamentos. O "mar" desses modelos é garantir muito conforto e comodidade para quem vai a bordo. A principal diferença entre eles é a idade de seus projetos, o que foi decisivo para definir a vitória a favor do Volvo nesse comparativo de versões a diesel.

O XC90 deixa clara sua posição mais contemporânea na qualidade dos sistemas eletrônicos e no refinamento da dirigibilidade. A versão avaliada, Inscription, tem tabela de R$ 475.950 (há também a Momentum, a R$ 415.950). O Mercedes, por sua vez, tem configuração única, a R$ 447.900.

A lista de itens de série de ambos é ampla e cheia de mimos. Inclui sete air bags, ajustes de altura e profundidade da coluna de direção (elétricos no GLS), ar-condicionado digital (de quatro zonas no Volvo e três no Mercedes), controles de tração, estabilidade e anticapotamento, faróis de LEDs com função antiofuscamento, assistente de partida em rampa e de estacionamento, câmera com visão de 360° e freio de estacionamento elétrico.

Só o GLS tem sistema de entretenimento para a segunda fileira de assentos e rebatimento elétrico desta e da terceira - no Volvo, o processo é feito manualmente. O XC90 contra-ataca com tecnologia de condução semiautônoma, que permite soltar o volante por 15 segundos rodando a até 130 km/h, e head-up display, que projeta as informações do painel de instrumentos no para-brisa. Com isso, o motorista não precisa desviar o olhar da via para checar dados como velocidade.

O Volvo tem motor 2.0 de quatro cilindros biturbo, que rende 235 cv e 48,9 mkgf, e câmbio automático de oito marchas. O Mercedes-Benz traz o V6 3.0 de 258 cv e 63,2 mkgf e transmissão de nove velocidades. Nos dois a tração é integral. Na prática, o conjunto do XC90 responde melhor em baixas rotações.

No visual, o XC90 dá um banho no GLS. Suas linhas são mais harmoniosas e elegantes, a ponto de deixar o imenso carro com aparência mais suave. O Mercedes, por sua vez, foi comparado com um micro-ônibus por um frentista, por causa das grandes dimensões.

Nos dois utilitários há quatro opções de modos de condução (esportivo, normal, econômico e off-road), que ajustam as respostas de acelerador, transmissão e até a altura em relação ao solo. Aliás, em ambos as suspensões são independentes e a ar. A do Volvo é boa, mas a do Mercedes filtra melhor os impactos.

Além de ser quase 300 kg mais leve, o XC90 é mais ágil e tem direção mais direta que o rival. Nas manobras de mudança de direção, as reações do Mercedes são mais lentas.

Em ambos, há amplo espaço para motorista e passageiros.


DESTAQUES. XC90 (à esq.)apresenta linhas mais harmoniosas e elegantes; o GLS tem motor 2.0 de quatro cilindros biturbo, —FOTO: DIVULGAÇÃO

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