O ritmo de vendas de veículos melhorou no mês passado, mas, prejudicado por um calendário curto, com cinco dias úteis a menos do que março, o resultado foi 17% inferior ao de março e 3,6% menor que o de abril de 2016. No acumulado do ano há uma queda de 2,37%.

Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foram vendidos em abril 156,9 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. No ano foram 628,9 mil unidades.

Os dois feriados do mês foram determinantes para o resultado negativo de abril, já que, na média diária, que anula o efeito do calendário mais curto, as vendas subiram de 8,2 mil para 8,7 mil unidades de um mês para outro, ou 6% a mais. Em abril do ano passado, essa média foi de 8,1 mil unidades.

As montadoras, no entanto, seguem ampliando as vendas diretas (feitas pelas fábricas para frotistas e locadoras), normalmente com grandes descontos.

A participação do segmento nas vendas de automóveis e comerciais leves subiu de 38,2% em março para 39% em abril. Há um ano, era de 32,3%. No quadrimestre, está em 35,7%, ante 34,6% em março e 28,1% em abril de 2016, o que significa que as vendas no varejo, para os consumidores em geral, seguem diminuindo participação.

No ranking das marcas, a General Motors manteve a liderança nas vendas no mês passado, com 17,5% de participação. A Fiat ficou com 12,2%, sendo desbancada do segundo posto pela Volkswagen, que ficou pouco à frente, com 12,3%. A Hyundai fechou o mês com 9,8% da fatia das vendas, seguida de perto por Toyota e Ford, ambas com 9,5%.

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