Praticamente não há veículo de luxo que não venha com bancos de couro. E, mesmo nas versões mais caras de automóveis nem tão sofisticados, o material está lá. O interior revestido de pele fica com aspecto mais requintado, mas exige atenção. Embora seja mais fácil de limpar que o tecido, o principal risco para o couro é o ressecamento.

Especialistas recomendam hidratação periódica. Segundo o gerente de uma tapeçaria, Adilson Lima, veículos que normalmente ficam estacionados sob o sol devem ser submetidos ao serviço a cada seis meses. Caso o automóvel permaneça em locais fechados - portanto, livre da incidência direta de raios solares -, o intervalo de manutenção pode subir para cerca de oito a 12 meses, de acordo com Lima, que cobra R$ 190 pela limpeza e hidratação.

Para quem quiser fazer o serviço por conta própria, o assessor de uma empresa especializada em bancos de couro, Jorge Osvaldo Diaz, recomenda aplicação de vaselina líquida, que deve ser espalhada por todo o revestimento

O líquido é absorvido em cerca de 12 horas. Eventual sobra pode ser removida por um pano seco. A limpeza rotineira deve ser feita com pano úmido e a remoção de sujeira pesada tem de ser realizada com sabão neutro ou de coco.

O especialista diz que o couro destinado a uso automotivo é mais resistente que o empregado pela indústria moveleira. Isso porque em veículos o material fica exposto a grandes variações de temperatura, e o atrito é mais intenso. Por isso, a espessura e os processos de curtição e tingimento são diferentes.

As costuras também têm de ser feitas de forma mais precisa, especialmente se houver air bag lateral, que sai do encosto.

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