Ótimo equilíbrio entre estilo e força. Assim pode ser resumida a segunda geração do S5 Sportback, versão ligeiramente apimentada do A5, que deve chegar ao Brasil no último trimestre deste ano. Fomos à Alemanha guiar o cupê de quatro portas da Audi, que ficou maior e teve o visual atualizado. Mas o maior destaque é o novo motor 3.0 V6 turbo de 360 cv.

A sutileza do desenho da carroceria da primeira geração deu lugar aos traços evidentes, com vincos pronunciados. O capô ficou mais baixo e "agressivo", por causa das novas "nervuras", e as laterais têm linhas mais retas. O para-choque foi redesenhado e a grade, "tridimensional", está mais larga.

O espaço interno aumentou 1,7 cm no comprimento e 1,1 cm na largura. No banco traseiro, a área para joelhos cresceu 2,4 cm. Além disso, agora há o painel de instrumentos virtual (virtual cockpit), igual ao do Q7, A4 e TT, por exemplo.

O motorista pode escolher quais informações serão exibidas na tela de 12,3 polegadas. Há também o head-up display, que projeta dados como velocidade e instruções do navegador GPS no para-brisa.

O sistema multimídia tem espelhamento de smartphones para as plataformas iOS e Android. Outra ótima solução é o sistema de recarga da bateria do celular por indução (sem fio) e, na Europa, o Audi tem conexão com internet de quarta geração (4G LTE).

Graças às atualizações, embora tenha crescido, a carroceria do S5 ficou 15 quilos mais leve que a do modelo anterior. No total, o Audi "emagreceu" 85 quilos e agora pesa 1.470 kg.

O câmbio automático de oito velocidades é silencioso, faz as trocas de forma suave e não falha na hora de "escolher" a marcha mais adequada a cada situação. Mas fica devendo ao ótimo automatizado de sete marchas do primeiro S5.

Aos que gostam de uma tocada mais esportiva, a opção de trocas manuais por borboletas atrás do volante reduz a sensação de retrocesso entre as duas gerações do Audi. O fato é que a nova caixa é mais adequada às tecnologias de direção semiautônomas, que estão sendo incorporadas a todos os carros do segmento na Europa.

O novo S5 é dócil, fácil de guiar e dispõe de boa potência e torque em qualquer regime de rotação - a força máxima surge a partir das 1.370 rpm. Mas essa versão, intermediária entre o A5 "normal" e a "nervosa" RS5, é mais gostosa de acelerar em autoestradas com longas retas, como as Autobahnen alemãs, que em vias sinuosas.

Não que o S5 seja ruim de curva, longe disso. Até porque nesta segunda geração a distância entre os eixos cresceu (para 2,82 metros) e os balanços dianteiro e traseiro foram encurtados. Além disso, a suspensão passou a ser do tipo five-link (cinco braços de fixação) na frente e atrás - no antigo S5, o da traseira era trapezoidal.

Trocando tudo em miúdos, o S5 ataca as curvas sem medo e, graças também aos vários controles eletrônicos, como os de tração e estabilidade, passa sensação de total segurança mesmo quando se abusa da velocidade. Ou seja: se falta alguma pimenta nas respostas, sobra conforto em longas viagens. Com ele, foi possível percorrer os quase 400 km entre Munique, na Alemanha, e Praga, na República Checa, em pouco mais de três horas. E sem sentir desconforto


POR FORA. Design da segunda geração do veículo apresenta traços evidentes, com vincos pronunciados. —FOTO: DIVULGAÇÃO


Participe e comente