O motorista entra no carro, dá a partida no motor e, depois de saudá-lo com um cordial "bom dia", o assistente virtual pergunta para onde ele quer ir. Após o comando "escritório", o dispositivo informa que há pouco combustível e sugere que o abastecimento seja feito no posto da esquina. Afinal, além de estar no caminho e ser da bandeira preferida pelo usuário, há uma promoção para quem pagar com o cartão de crédito do banco em que ele tem conta.

Essa cena logo será comum graças à parceria que une o OnStar, da GM, ao sistema de inteligência artificial IBM Watson, criando o OnStar Go. A nova geração da plataforma de mobilidade chegará aos carros dos Estados Unidos ainda neste ano.

De acordo com informações cedidas pela GM, o dispositivo pode "aprender" as preferências do motorista, a partir de seus padrões de decisões e hábitos.

Entre as facilidades prometidas pelas duas companhias, o motorista poderá ser lembrado, ao sair do trabalho, que é preciso comprar fraldas na farmácia.

Também será possível, por meio desse sistema, avisar que o pedido feito a uma loja está pronto e, ao mesmo tempo, informar ao vendedor que o cliente já está a caminho para fazer a retirada.

Além disso, em viagem de férias, o dispositivo será capaz de recomendar hotéis, restaurantes e passeios. Isso somente será possível a partir do histórico de preferências mostrado pelo usuário.

Entretanto, o lado negativo é que, para ter esses benefícios, o usuário terá de liberar o acesso a informações pessoais, como agenda de telefone, dados financeiros e hábitos de consumo.

Especialista

De acordo com o professor doutor Frank Allgöwer, da Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade de Stuttgart, na Alemanha, antes de abraçar esses sistemas é preciso criar mecanismos que garantam seu funcionamento adequado. Especialista em redes interconectadas, ele ministrou uma palestra em São Paulo sobre carros autônomos e cibernética.

Para funcionar com eficiência, o novo sistema da GM requer conexão com internet de alta velocidade. Por isso, sua implantação ocorrerá primeiramente nos Estados Unidos - a rede 4G LTE cobre praticamente todo o país.

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