O controle eletrônico de estabilidade (ESP) aos poucos está se tornando um item comum nos automóveis vendidos no Brasil. O sistema será obrigatório em todos os veículos oferecidos no País a partir de 2020, tem uso simples e depende pouco do motorista. Só há duas interferências possíveis: desligar o dispositivo ou modular a intensidade de sua atuação, normalmente por meio de um botão no painel ou por um menu específico no sistema de controle O restante das funções é controlado eletronicamente.

O sistema dispensa cuidados especiais ou manutenção preventiva. Os únicos problemas no funcionamento estão relacionados a falhas em algum sensor. Se isso ocorrer, o ABS também deixará de funcionar. Nesse caso, um aviso aparecerá no painel, por meio de luz espia ou mensagem no computador de bordo.

Segundo o proprietário da oficina Motorfast, Bruno Tinoco, defeitos no ESP podem ter três origens. Uma das mais comuns é o acúmulo de sujeira vinda das pastilhas de freio. Nesse caso, uma limpeza resolve o defeito.

Outra causa é o rompimento do chicote elétrico. Os valores variam conforme o veículo e vão de R$ 150 a R$ 800.

Outra possibilidade é falha no módulo eletrônico do sistema, causada por variações de tensão na parte elétrica ou acidentes. Há empresas que recuperam dispositivos defeituosos, mas o ideal é comprar um novo. Nesse caso, o preço pode passar facilmente dos R$ 5 mil.

O ESP utiliza os sensores dos freios ABS para monitorar a velocidade das rodas em relação à velocidade de deslocamento do veículo. O sistema também monitora o ângulo de esterçamento do volante, para determinar a direção que o motorista quer seguir e a rotação do carro sobre o eixo vertical.

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