A emissão de poluentes vem afetando a saúde da população, especialmente nas grandes cidades. Segundo estudo apresentado em outubro deste ano pela revista científica britânica Lancet, a poluição esteve associada a 6,5 milhões de mortes registradas no mundo em 2015, tendo relação com casos como AVC e câncer de pulmão. Enquanto isso, pesquisa do Instituto Saúde e Sustentabilidade mostra que também em 2015, o estado de São Paulo registrou 31 mortes por dia provocadas pelo contato com a poluição – totalizando pouco mais de 11 mil óbitos naquele ano. Esse número é o dobro em relação aos 5.923 motivados por acidentes de trânsito ocorridos no território paulista em igual período, conforme revela o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV).

Ainda segundo o Instituto, permanecer duas horas no trânsito da cidade de São Paulo equivale a fumar dois maços de cigarros. Diante disso, na tentativa de buscar reduzir a emissão de poluentes na atmosfera, a tecnologia vem sendo uma aliada. Um exemplo é o uso dos simuladores de direção veicular pelos Centros de Formação de Condutores (CFCs). A ferramenta colabora para mudar esse cenário ao diminuir a presença de mais carros nas ruas, a partir da utilização da ferramenta em cinco das 25 aulas práticas para quem busca obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Tomamos como exemplo um CFC localizado na zona norte de São Paulo. Somente nessa unidade são realizadas, em média, 600 aulas mensais no simulador. Em cada aula prática na rua com o veículo é percorrida uma distância de aproximadamente 6 km, durante 60 minutos. Enquanto isso, no simulador de direção são 30 minutos com o equipamento ligado por aula. É como se a frota de veículos do CFC deixasse de percorrer 1.800 km mensais (levando em conta que em 30 minutos percorrem-se 3 km). Isso equivale poupar a atmosfera de receber cerca de 1,5 tonelada de dióxido de carbono todos os meses.

Esse número foi levantado a partir de uma calculadora proposta pela ONG Instituto Verde, que possibilita verificar quanto de CO² emitimos de acordo com os nossos hábitos. A quantidade leva em conta quantos quilômetros, em média, são percorridos por um veículo no mês, considerando ainda o tipo de combustível usado e a potência do motor do carro.

“Esse outro olhar para a tecnologia, trazido pelo simulador, agrega mais um elemento que vale ser destacado, pois além de ajudar na melhor formação do condutor, que impacta em um trânsito mais seguro, colabora com o meio ambiente, sendo mais sustentável”, comenta Renata Herani, presidente do Conselho Deliberativo da Associação Nacional dos Fabricantes de Simuladores Profissionais (ANFASP).

Esse benefício ao meio ambiente, a partir de um único CFC deixando de emitir 1,5 tonelada/mês de CO², é potencializado pelo fato de só na cidade de São Paulo haver 171 CFCs que contam com mais de 250 simuladores em operação, segundo a ProSimulador, empresa homologada pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para fornecer a ferramenta a esses estabelecimentos. No país já são mais de 5,5 mil simuladores em operação.

Sobre a ANFASP

A Associação Nacional de Fabricantes de Simuladores Profissionais (ANFASP) foi criada em 2016, reunindo as empresas do segmento atuantes nas mais variadas áreas, como máquinas de construção civil e veículos. O objetivo é congregar as empresas deste segmento e garantir que integrem um órgão que as represente.

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