A primeira imagem que vem à cabeça quando se fala em 1.200 cv de potência provavelmente é a de um esportivo como o Veyron Super Sport, por exemplo. Mas estamos falando de um veículo maior e bem mais pesado que o Bugatti: aceleramos o caminhão Volkswagen de número 5 do piloto Adalberto Jardim, que disputará a final da Copa Truck no beste domingo, a partir das 13h, no Autódromo de Interlagos, na capital paulista.

Apesar de ter visual de Constelation, modelo de topo da VW, e ostentar o símbolo da marca na grade dianteira, o "bruto" é baseado na linha TGX de extra-pesados da Man. As duas empresas fazem parte do mesmo grupo.

Se um caminhão "normal" já ostenta dados técnicos, digamos, vitaminados, o preparado para as pistas pode parecer ameaçador. O motor Man turbodiesel de 12 litros foi deslocado para trás para melhorar o equilíbrio do "bruto". Além de ser preparado, o seis cilindros em linha fica à mostra.

Na versão de rua, a potência é de até 480 cv e o torque pode chegar a 244,7 mkgf. Na de pista, são 1.200 cv e 407 mkgf, respectivamente.

Entre as melhorias estão aumento do tamanho da turbina, novos bicos injetores com maior vazão, bielas, virabrequim e pistões forjados, além de sistema de escapamento sem restrição para aguentar a potência quase três vezes maior que a original.

O câmbio automatizado de 16 marchas (oito altas e oito reduzidas) do TGX "normal" deu lugar ao manual de seis velocidades, que tem apenas as altas. Na versão comercial, o Man tem dois tanques com capacidade total para 850 litros de diesel. O da Copa Truck leva "apenas" 150 litros.

Os freios, a disco nas quatro rodas, têm resfriamento a líquido. Para isso, há um reservatório específico instalado na traseira com 160 litros de água - o sistema é ativado pelo piloto toda vez que a temperatura dos freios sobe muito. Em Interlagos, o recurso será bastante usado após o "S" do Senna, no fim da reta dos boxes.

A preparação do caminhão também inclui entre-eixos encurtado com tração 4x2 e rodado duplo (dois pneus de cada lado atrás). A altura da carroceria também foi reduzida.

As suspensões foram rebaixadas para manter a carroceria a 15 centímetros do chão. A cabine traz itens de segurança exclusivos, como banco, volante e cinto de competição, além de santantônio interno para proteção em caso de capotamento. Todos os revestimentos convencionais foram retirados.

Com isso, o Man "emagreceu" 3,3 toneladas e pesa 4,5 t, ante as 7,8 t do modelo de rua. O resultado é uma relação peso-potência de 3,75 kg/cv.


PESO. Veículo que vai à pista pesa 4,5 toneladas; versão de rua pesa 3,3 toneladas a mais.


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