O preço do seguro de veículos para mulheres não é mais inferior ao dos homens. Ou não é tão mais barato quanto antes. "Se a apólice de um homem custa R$ 1.400, a da mulher com perfil semelhante sairá por cerca de R$ 1.300", diz Rodolfo Lopes, sócio de uma corretora.

De acordo com o corretor, isso pode estar relacionado com o aumento do índice de sinistralidade entre elas. As seguradoras não falam abertamente sobre grupos de clientes com maior ou menor risco.

"O cálculo do valor do seguro é feito com base em vários fatores, como a idade do segurado, seu local de residência e onde ele costuma ir, histórico de direção, hábitos de utilização do automóvel, entre outros", diz o diretor de uma empresa de seguros, Jaime Soares.

Os corretores de seguros dizem que esses grupos existem sim. O terror das seguradoras são os jovens com idade entre 18 e 24 anos. Eles são capazes de elevar não apenas o seguro do próprio carro, mas também do veículo de seus pais. "Se o segurado tiver um filho nessa faixa etária, o preço aumenta. Se o filho dirigir o carro do segurado, aumenta mais", diz Lopes.

Isso porque, segundo as estatísticas, os jovens são o grupo que mais se envolve em acidentes de trânsito.

Outro perfil cujos integrantes pagam mais é o de pessoas com número de CPF listado em órgãos de proteção ao crédito. Na composição do preço do seguro, considera-se que os endividados são mais estressados, ficando mais sujeitos a ocorrências no trânsito.

O grupo ideal (para a seguradora) é formado por pessoas casadas, com mais de 35 anos (independentemente do gênero). As seguradoras pressupõem que os solteiros saem mais e têm rotina menos previsível.

Ter ou não ter filhos é irrelevante, a não ser que sejam do grupo entre 18 e 24 anos e morem na mesma casa dos pais. Os seguros para idosos não são mais caros. Há casos em que ficam até mais em conta, pois esses motoristas são considerados como mais experientes.

"Só haverá cobrança extra se o idoso tiver se envolvido em muitos sinistros", explica Lopes. Como a composição do preço da apólice varia de uma seguradora para outra, não é possível mensurar o porcentual exato que um grupo paga a mais que outro.


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