Se engana aqueles que acreditam que só os automóveis novos têm chances de venda. Há diversos colecionadores e saudosistas interessados no segmento de carros antigos. Seja por pura paixão ou para simplesmente dirigir de novo o carro da juventude, esses fatores deixam o mercado mais atrativo. E os donos dessas verdadeiras relíquias podem comemorar, pois eles estão em alta. Uma pesquisa realizada em 2017 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), aponta que a Kombi Corujinha, por exemplo, teve uma valorização de 135%, acima da variação da Selic.

No entanto, para aqueles que querem vender, é importante prepará-lo para a avaliação de carros usados. Um simples cuidado antes da negociação pode garantir um valor mais alto para o bolso do proprietário. O primeiro passo é remover todas as customizações feitas, pois esse público prefere peças originais, desde estofamento até detalhes no painel. Caso tenha instalado equipamentos extras, considere quais tirar ou deixar.

Fazer uma limpeza geral da carroceria e do interior do veículo também é recomendável, mas lembre-se: evite retoques na pintura, pois a originalidade vale ouro. Outro ponto importante é guardar todos os comprovantes de revisão. Por mais que o carro seja muito antigo, ter em mãos os documentos que legitimam a boa manutenção é imprescindível.
Carros antigos e de coleção são facilmente reconhecidos por um simples detalhe na parte da frente – e também na de trás: a placa preta. Só o fato desse pequeno retângulo escuro estar lá, faz com que o veículo seja muito mais valorizado do que antes. Entretanto, não é qualquer carro “velho” que pode obter esse plus, existem alguns requisitos antes de conquistá-la. Ter sido fabricado há mais de 30 anos e obter o Certificado de Originalidade reconhecido pelo Denatran já garante esse elemento.


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