O café solúvel é a base do cafezinho, do cappuccino, das misturas de café com leite e chocolate, das bebidas em pó à base de café, como as vendidas nas máquinas de autosserviço (vending machines), e de um sem número de produtos com aroma ou sabor de café. O produto tem papel de destaque numa imensa cadeia produtiva que envolve mais de 300 mil cafeicultores. As indústrias de café solúvel processam, anualmente, cerca de 10% da produção brasileira (5 milhões de sacas) e exportam para mais de 130 países, nos cinco continentes. As empresas brasileiras do setor geram uma receita cambial anual de US$ 700 milhões para o País.

Instalada no Brasil há mais de 40 anos, a cadeia industrial do café solúvel é uma das maiores do mundo e utiliza matérias-primas oriundas das diversas regiões produtoras do País: 80% são cafés da variedade conilon ou robusta, vindos dos estados do Espírito Santo, Rondônia e Bahia. Outros 20% são cafés da variedade arábica, oriundos de todos os estados produtores. Todos esses cafés passam por rigorosos controles de qualidade antes de serem processados. As indústrias brasileiras de café solúvel proporcionam cerca de 5 mil empregos diretos e têm capacidade de produção de 125 mil toneladas por ano.

O consumo de café solúvel no mundo cresce 3% ao ano, percentual maior que o café torrado. Diante deste cenário, as indústrias brasileiras projetam expandir suas exportações em 50% nos próximos 10 anos, elevando a produção em mais de 5,4 milhões de sacas de café e gerando mais de US$ 1 bilhão em divisas para o País. (Fonte: Abics)

Japonês teria sido precursor
Existem algumas versões não oficiais sobre o surgimento deste produto no mercado. O café instantâneo surgiu de uma demanda do exército norte-americano em 1838, na época em que o rum foi substituído pelo café. Um dos nomes responsáveis por bons resultados em busca de um café prático e rápido é o químico japonês radicado em Chicago, nos Estados Unidos, Satori Kako, que em 1901, teria inventado um café em pó instantâneo vendido na exposição pan-americana de Nova Iorque. Em 1906, o químico norte-americano G. Washington adaptou a ideia de Kako e criou um solúvel refinado, que foi comercializado em grande escala. Outra teoria dá uma versão mais brasileira para a origem do produto Pressionados pelo excesso de produção do grão e a queda dos preços no mercado internacional, produtores brasileiros na década de 1920 buscavam uma alternativa para conservar o café bom por mais tempo sem afetar seu sabor. A ideia era fabricar cubos de café. A partir desta necessidade, a indústria nacional recorreu a empresas na Suíça, em 1937, para desenvolver o produto e foi o químico Max Morgenthaler que conseguiu a proeza.

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