Há alguns elementos da gastronomia que são recorrentes – pela história e preço. As especiarias estão entre elas, como o caviar e a trufa. No caso dos condimentos, essa história começa na época das grandes navegações, quando os europeus saíram pelo mundo conquistando e descobrindo aromas e sabores. A nobreza europeia, ávida por gastar dinheiro em excentricidades, disputava a peso de outros condimentos trazidos do Oriente. O negócio prosperou a ponto de genoveses e venezianos criarem monopólio de alguns produtos oriundos da Índia e da China. Os italianos não só dominavam o comércio como também as rotas marítimas – e as protegiam à bala! Até que os portugueses descobriram uma rota alternativa para chegar às regiões produtoras e foram direto à fonte, dividindo os lucros do próspero negócio com os italianos.

O caviar, ovas de um peixe que nada pelos oceanos há um milhão de anos pelo menos, também encantou os nobres europeus do século 18 – e ainda hoje é uma iguaria sofisticada e cara. O esturjão gigante pode chegar a 10 metros, pesar 500 quilos e render 150 quilos de ovas. Caçado quase à extinção no Mar Cáspio e Mar Negro, prevalece como sofisticação gastronômica para ricos: 100 gramas custam, em média, R$ 900. Nessa categoria de sofisticação também se destaca um outro produto, raro e caro: a trufa. O quilo pode chegar a R$ 20 – ou o dobro disso se o fungo, que cresce a 30 centímetros do solo em regiões úmidas da Europa, especialmente da Itália, apresentar algumas características especiais na forma e no tamanho. As famosas trufas brancas de Alba são disputadas em leilões e seus preços impressionam.


Baunilha: é, até onde se sabe, a única orquídea comestível do mundo.
Isso mesmo. A fava oriunda da flor é na verdade uma vagem, cujos grãos é que garantem sabor adocicado aos alimentos, especialmente doces.
Não tem nada a ver com outras apresentações do produto, como essência e açúcares aromatizados. Junto com o açafrão, o autêntico, é um dos ingredientes mais caros do mundo.

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