A ideia pode soar estranha, no entanto, o jejum vem ganhando muitos adeptos e alguns estudos apontam benefícios em praticá-lo. Mas afinal, o que é o jejum intermitente?

Se voltarmos à época das cavernas, os homens primitivos não tinham acesso à comida a todo tempo e desta forma passavam pelo jejum naturalmente. Essa é a ideia do jejum intermitente, resgatar nossos instintos naturais para promover benefícios à saúde.

Alguns se assustam no início, mas a proposta é ficar sem comer só em períodos pré-estabelecidos, ou seja, realizar um tipo de jejum "programado", que pode ser todos os dias, em dias alternados, a cada três dias ou até uma vez por semana, com privação de alimento por 12 ou até 24 horas, dependendo do protocolo aplicado.

Os benefícios contemplam redução de peso corporal, redução do colesterol ruim (LDL) e triglicerídeos, melhora da pressão arterial e inflamação, melhora da resistência insulínica e diminuição da gordura visceral.

Por outro lado, aplicar a técnica sem supervisão pode aumentar os níveis de estresse, atrapalhar o sono, causar desidratação, dores de cabeça e levar a compulsão alimentar, já que algumas pessoas ao ficarem em restrição geram uma ansiedade e acabam exagerando na dose e na qualidade dos alimentos.

Mas atenção, gestantes, crianças, diabéticos dependentes de insulina e algumas pessoas em tratamento medicamentoso não devem jejuar. Na dúvida procure orientação profissional e lembre-se: apesar dos benefícios, jejum não é para todos, deve ser bem orientado, supervisionado e ajustado a cada indivíduo.

Flávia Dário
Nutricionista
CRN8 7554

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