Comum em regiões como Goiás e norte de Minas Gerais, a castanha de baru vem conquistando o território nacional e ganhando o paladar dos brasileiros. Com sabor semelhante ao amendoim e a castanha de caju, o fruto se distingue pelo gosto mais acentuado, como se tivesse torrado um pouco mais do que o habitual.

A amêndoa do baru tem sido muito valorizada na gastronomia, isso porque, o alimento é rico em proteínas, óleos essenciais, fibras, zinco e tocoferol (vitamina E), além das ações anti-inflamatórias e antioxidantes atribuídas a esta espécie.

Em um estudo realizado com ratos com colesterol e triglicerídeos elevados, após 30 dias de suplementação com castanha de baru foi possível constatar uma redução nesse perfil lipídico,

O mesmo ocorreu em uma pesquisa com humanos que receberam 20g de castanha de baru e tiveram melhora desses parâmetros, confirmando o efeito hipocolesterolêmico e positivo no tratamento e redução do risco de doenças cardiovasculares.

Em relação à viabilidade do uso, um estudo brasileiro demonstrou boa aceitação do produto na substituição ao farelo de trigo na fabricação de pães desenvolvidos com diferentes proporções de casca e polpa de baru.

Assim, para inativar os fatores antinutricionais que podem interferir na absorção de algumas vitaminas e minerais, o ideal é consumir o baru torrado ou então adicioná-lo a bolos e saladas para enriquecer a alimentação e ganhar ainda mais saúde.

Flávia Dário
Nutricionista
CRN8 7554

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