Quem não sente falta de arroz e feijão quando as circunstâncias oferecem cardápio mais variado (ou não!) em substituição ao trivial? Dois ou três dias parecem ser o limite de abstinência para a dupla de alimentos preferida pelos brasileiros. A reflexão ocorre em período de férias ou feriados prolongados, quando a distância de casa proporciona cardápio rico em carnes, por exemplo, e paupérrimo nos carboidratos rotineiros. Logo alguém se sai com a frase: 'tô com vontade de comer arroz feijão!'. Outro acrescenta: 'e ovo frito'. Na verdade, a necessidade de consumir prato diário não tem a ver apenas com a rotina, mas com um tipo de vício. Pelo menos é o que argumentam os especialistas, que apontam que carboidrato provoca dependência – e obesidade, quando o consumo ultrapassa o limite do recomendável. Há, controvérsias, claro.

Enquanto a Organização Mundial de Saúde recomenda que 30% do consumo diário de alimentos seja formado por carboidratos, indispensável ao fornecimento de energia para o corpo, há quem argumente que não precisamos deles. "Você pode passar a vida sem ingerir um único carboidrato – exceto aquele do leite materno ou da diminuta quantidade da carne – e provavelmente viverá bem", defende Gary Taubes, autor do livro 'Boas Calorias, Más Calorias', que reconhece a necessidade do macronutriente para estimular, entre outras coisas, as funções cerebrais, mas argumenta que o corpo pode buscar energia em outras fontes, como nos vegetais e na gordura animal. O problema, segundo Gary Taubes, está na dependência. O carboidrato, ao ativar áreas do cérebro ligadas ao prazer, enfraquecem as defesas naturais contra a comilança.

Experimento conduzido por pesquisadores franceses em 2007 mostrou que a doçura intensa funciona, para os receptores cerebrais, como um estímulo maior que a cocaína. Chegaram a essa conclusão expondo rato à duas escolhas: cocaína intravenosa e adoçante. 94% escolhiam o substituto do açúcar. Uma fatia de pudim, por exemplo, ativa o centro de recompensa do corpo de forma tão rápida que a mensagem de saciedade não é produzida pelo cérebro – ou quando o faz, é tão rápido que o próprio órgão a ignora. Isso leva ao consumo de uma segunda, terceira fatia. É assim com outras fontes ricas em carboidratos, como pão francês e o próprio arroz. O que prevalece é a sensação de prazer e não de estômago cheio. Então, a ingestão de alimentos calóricos não cessa e o resultado é o acúmulo de gordura que vem acompanhado de problemas de saúde.

A resistência à insulina (ou pré-diabetes) é uma das consequências mais imediatas do consumo excessivo de carboidrato. Quando o organismo produz quantidade além da necessária para processar o açúcar e transformá-lo em energia, começa a ocorrer a acumulação de gordura e o ciclo se perpetua com o aumento da fome. Não é tão simples assim, mas é importante saber que trata-se de um problema grave, quase epidêmico. "Os cartéis de droga apenas sonham com um narcótico que crie um ciclo de dependência tão poderoso (e pernicioso) quanto a dos pós brancos que guardamos na despensa", disse recentemente endocrinologista norte-americano Robert Lustig, defensor de restrições severas ao consumo de açúcar, especialmente o refrigerante. Propôs que alimentos tragam no rótulo os riscos para a saúde do consumo – mesmo moderado.

Mas é importante relativizar o problema. Não se trata de retirar o arroz, o pãozinho e o doce do cardápio. Eliminá-los, especialmente o arroz, é reduzir uma importante fonte de energia. O que os especialistas defendem é o consumo moderado e associado a alimentos mais saudáveis e pobres em açucares e gorduras. Importante também é a prática de exercícios rotineiros como recurso contra a obesidade. Na prática, sempre vale uma palavra quando sentamos à mesa: equilíbrio. Comer é bom, mas exagerar é disciplinar o cérebro para fazer exatamente o contrário daquilo que geneticamente foi preparado. Então, sempre é tempo de repensar hábitos alimentares e introduzir no cardápio o grupo de alimentos saudáveis, formado por frutas, legumes e verduras.

Low carb propõe redução de carboidratos
Se você ainda não ouvir falar em 'low carb é porque não está preocupado com o peso. Sem entrar na controvérsia que cerca o consumo reduzido de carboidratos, o 'conceito' é tido como a 'dieta mais histórica e que perdura por mais tempo'. A ingestão de mais proteínas e menos carboidratos como recomendação perfeita para obter mais saúde tem alicerces científicos e remonta aos ancestrais dos homens, cuja alimentação era essencialmente a base de carnes, vegetais e grãos. A evolução aproximou o homem dos alimentos considerados 'venenosos', como açúcar e farinha branca, além de gorduras e frituras. O aumento no consumo de alimentos processados, industrializados e refinados, aumentou também a incidência de doenças cardíacas, câncer, obesidade, diabetes e outras doenças que consideramos comuns hoje em dia. A dieta do ancestral do homem, segundo documentos de caráter científico, era composta de 19% a 35% de proteínas, 28% a 58% de gorduras e 22% a 40% de carboidratos não refinados. Estas médias resultavam em 35% de alimentos de origem vegetal e 65% de origem animal. Compare isso com a composição nutricional média dos americanos: 15% proteína, 34% gordura, 49% carboidratos (a maior parte vindo de grãos refinados como açúcar e farinha branca) e 3% de álcool. Apesar da referência ser os Estados Unidos, é fácil reproduzir a fórmula entre brasileiros.

(Fonte: com informações do site primalbrasil.com.br)

FRITATTA DE ABOBRINHA
Ingredientes
, ½ abobrinha cortada em fatias finas
, 1 colher de azeite extra virgem
, 1 dente de alho amassado
, 1 colher de chá de sal
, ½ xícara de cebola roxa fatiada
, 2 ovos inteiros
, 2 claras
, ½ xícara de ricota
, 2 colheres de salsinha picada
, 2 colheres de cebolinha picada
, ½ colher de manjericão picado
, Pimenta do reino a gosto.
Preparo
w Leve ao fogo uma frigideira antiaderente com uma colher de azeite. w Acrescente a cebola, metade do sal e a abobrinha e deixe cozinhar até a abobrinha ficar macia (4-5 minutos). w Enquanto a abobrinha cozinha, bata em outro recipiente os ovos, as claras e o sal. Adicione o restante dos ingredientes à mistura e incorpore bem. w Assim que a abobrinha estiver no ponto, despeje na panela a mistura já batida. w Incorpore todos os ingredientes com uma espátula e deixe em fogo baixo até a parte inferior da frittata estar dourada (5 a 7 minutos). w Vire a frittata em um prato e volte-a novamente ao fogo para cozinhar a parte de cima. w Deixe cozinhar até a outra parte também ficar dourada. Sirva quente.

COUVE-FLOR GRATINADA
Ingredientes
, 180g de iogurte natural desnatado
, 180g de xícara de requeijão light
, ½ colher de chá de tomilho seco

, 3 xícaras de floretes de couve-flor cozidos al dente
, 1 fatia de pão integral (torrado e esfarelado)
, 2 colheres de sopa de parmesão ralado
Preparo
w Pré-aqueça o forno a 250°C. Em uma tigela média, misture o iogurte, o requeijão e o tomilho e, em uma forma refrataria pequena, arrume os floretes de couve-flor. w Despeje a mistura do iogurte por cima da couve-flor, salpique o pão esfarelado e o queijo ralado. w Asse por aproximadamente 10 minutos até gratinar.

PIZZA DE BERINJELA
Ingredientes
, 2 berinjelas grandes, cortadas ao meio no sentido do comprimento
, 4 colheres de azeite extra virgem
, 4 tomates cortados em fatias finas;
, 150 g de mussarela de búfala em bolas (cortadas em fatias médias);
, ½ xícara de folhas de manjericão;
, 1 colher de chá de sal.
Preparo
w Unte uma forma e coloque as berinjelas cortadas, arrumando de maneira que não se sobreponham umas às outras. w Regue as berinjelas com 3 colheres de azeite e leve para assar em forno pré-aquecido. Deixe por 25 minutos ou até que as berinjelas estejam macias. w Retire as berinjelas do forno e cubra com o tomate e a mussarela e volte ao forno por cinco minutos ou até o queijo derreter. w Desligue e cubra as berinjelas prontas com as folhas de manjericão.Regue com o restante do azeite e sirva em seguida

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