Em algum momento há mais de 5 mil anos, primeiro o leite coalhou em função de altas temperaturas em teria surgido o iogurte. Depois, alguém decidiu acrescentar frutas e mel à mistura tornando o alimento ainda melhor. Talvez não tenha ocorrido exatamente assim, mas a origem do iogurte é milenar e se localiza entre os turcos, que faziam uso do produto 'in natura' ou adicionado a outros ingredientes. O consumo era estimulado pela convicção de que o iogurte era de mais fácil digestão do que o leite. Diversos livros médicos do século 2 associam o consumo de iorgurte com a saúde do fígado e de outros órgãos vitais. Mais do que saudável, o alimento era considerado elegante e, portanto, consumido nas mesas mais abastadas, apesar de sua origem humilde, já que surgiu entre pastores de ovelhas.

O iogurte tornou-se conhecido na Europa no ano de 1542, em meados do século 16, trazido da Ásia para o Império otomano. A etmologia da denominação iogurte é de origem turca, proveniente da palavra yoghurma, que significa engrossa. Na Albânia, é conhecido como Chutly-Yougourth; na Macedônia e Bulgária, como Podkavassa e na Síria e Afeganistão, como Kechia. O iogurte deriva-se do Kisselo-Mleko ou Kvasseno Mleko, um produto fabricado pelos russos, utilizando apenas leite de ovelha. Esse iogurte feito com leite de ovelhas, também denominado de verdadeiro leite azedo (Kvasseno Mleko), não é muito conhecido atualmente. Uma das razões é a dificuldade de obtenção do leite de ovelhas, uma vez que é pouco intensiva a criação de ovinos.

Segundo a professora Adriane Elisabete Antunes de Moraes, professora da Faculdade de Ciências Aplicas da Unicamp, os benefícios conferidos pelo consumo de iogurte não estão relacionados apenas aos seus nutrientes, mas podem estar relacionado até mesmo com os fermentos empregados. "A legislação brasileira estabelece que todo iogurte precisa ser obtido pela fermentação do leite pelas culturas Streptococcus thermophilus e Lactobacillus bulgaricus, e que estas culturas precisam estar viáveis e abundantes no produto final. Encontramos no mercado outros produtos obtidos do emprego de outras culturas, como por exemplo, Lactobacillus casei e Lactobacillus acidophilus. Neste caso, o produto obtido é chamado de leite fermentado, mas não de iogurte.", explica a professora no artigo "Do leite ao iogurte: história, características e perspectivas", publicado em site especializado na cadeia produtiva do leite (www.milkpoint.com,br).

"Há mais de cem anos são estudadas as propriedades de saúde conferidas por leites fermentados e iogurtes. O marco destes estudos foi a "teoria da longevidade" elaborada por um biólogo russo chamado Elie Metchnikoff (1910) pela observação dos povos búlgaros que apresentavam grande consumo diário de iogurte (alguns fazendo consumo de 1 litro ou mais por dia). Segundo Metchnikoff o consumo de leite fermentado por Lactobacillus dava origem a competição deste microrganismo benéfico com outras bactérias putrefativas do intestino (produzindo substâncias tóxicas que abreviariam a vida). Metchnikoff ganhou prêmio Nobel de 1908 devido a sua teoria a qual acabou por estimular extensivos estudos sobre o assunto e criou o conceito de culturas probióticas, que são microrganismos promotores de saúde", escreve a professora.

Um grego que caiu no gosto brasileiro
Desde que chegou ao país, no segundo semestre de 2012, o iogurte grego criou um novo filão para a indústria de produtos lácteos. Mas bem diferente do produto original, obtido a partir de um processo artesanal que elimina o soro, o grego brasileiro é mais 'industrial'. Para garantir a cremosidade, é adicionado diversos ingredientes, como registrado nos rótulos: concentrado proteico de leite, proteína concentrada do soro de leite, leite em pó, amido modificado, goma xantana, goma guar e até gelatina. Sobre sua origem, não tem nada de grego: certo que foi lançado por uma empresa grega nos anos de 1990, mas a receita surgiu os balcãs, região que vai da Turquia Bulgária. Talvez a convicção de que o produto esteja associado a dieta mediterrânea ajude na fama do iogurte, mas atenção ao rótulo pode evitar surpresas com relação a quantidade de gorduras

FLAN DE IOGURTE 
COM PANETONE
Ingredientes
, 1 envelope de gelatina em pó sem sabor (12 g)
, 2 potes de Iogurte Natural Integral
, 1 lata de Creme de Leite

, meia xícara (chá) de açúcar
, 1 colher (sopa) de rum
, 1 Panettone Frutas picado
meia xícara (chá) de geleia de damasco
Preparo
w Em um recipiente refratário pequeno, dissolva a gelatina em pó em meia xícara (chá) de água fria. 
w Aqueça em banho-maria até dissolver e reserve. 
w Em um liquidificador, bata o Iogurte com a gelatina dissolvida, o Creme de Leite, o açúcar e o rum até ficar homogêneo. w Em uma forma de furo central (23 cm de diâmetro) untada com óleo, despeje mais da metade do creme. Coloque o Panettone e pressione-o levemente. 
w Finalize com o creme restante, cubra com filme plástico e leve à geladeira por cerca de 4 horas para ficar firme. 
w Em uma tigela, misture a geleia com uma colher (sopa) de água. Passe por uma peneira e sirva a geléia de damasco sobre o flan.



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