R$ 194,37 bilhões foram anunciados na semana passada, pelo governo federal, para o crédito rural, no Plano Agrícola e Pecuário 2018/19. Desse montante, 14%, o correspondente a cerca de R$ 25 bilhões, deverá ser pleiteado pelos produtores paranaenses.

CARO As taxas de juros das linhas de crédito rural ficaram acima do esperado pelo setor. Na semana passada, o governo federal anunciou os valores reservados ao Plano Safra 2018/19, com redução de 1,5% nos juros em relação ao ano passado.

NÃO DÁ "O setor esperava por juros menores porque, historicamente, é abaixo da taxa Selic. Em algumas linhas de crédito, ficou até acima", aponta o economista e pesquisador do Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas, Felippe Serigati.

QUANTO As taxas de custeio ficaram em 6% para médio produtores (com renda bruta anual de até R$ 2 milhões) e 7% para os demais. Já as taxas para financiamento de investimentos ficaram entre 5,25% e 7,5% ao ano. A atual taxa da Selic é de 6,5%.

FALTA ACESSO O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) e da Aprosoja-GO, Bartolomeu Braz Pereira, considera como ponto negativos não só tamanho dos juros, mas a falta de acesso às linhas de crédito. "Era esperado que os juros fossem bem mais baixos. Está alto e não traz competitividade ao setor. Também não adianta ter volume se o produtor não consegue acessar esse crédito."

MILHO DEVAGAR Dois fatores estão travando o mercado do milho, numa espécie de "queda de braço", o que está levando o preço a subir. Um deles é a morosidade nas vendas, por parte dos produtores. Outro, ainda o efeito da paralisação dos caminhoneiros, no final de maio.

INDEFINIDO De acordo com especialistas, há indefinição dos fretes, o que vem deixando apreensivos os produtores de carnes e as fábricas de ração.

DIMINUI Segundo estimativas oficiais, deverá confirmar-se uma redução na oferta de milho, considerando as safras de verão e inverno, ao redor de 8,6 milhões de toneladas, devido a problemas climáticos.

MAS TEM No entanto, o último relatório da Conab, de maio, aponta que houve uma sobra de 18,7 milhões de toneladas da safra anterior (2016/17), que poderá cobrir a quebra ocorrida. A própria Conab prevê outro estoque final, da safra 2017/18, de 18,6 milhões de toneladas. Pelo jeito, milho é o que não vai faltar.

QUEBROU Esse estoque final é previsto mesmo com a forte quebra de safra ocorrida no Paraná, neste período de inverno. Em algumas regiões, como a de Maringá, o índice de perdas chega a 40%.

DIGITAL Nesta quarta-feira e quinta-feira, a cooperativa Frisia, sediada em Carambeí, região de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, promove mais uma edição da Digital Agro, considerada a mais expressiva feira de tecnologia agropecuária do Brasil.

TECNOLOGIAS Robótica, automação, nanotecnologia, Internet das Coisas, Big Data e sistemas em rede são alguns dos temas que serão abordados durante a Digital Agro. O evento espera reunir um público composto por produtores rurais, acadêmicos e profissionais da área.

O QUE VAI VIR Os participantes poderão, no espaço Hall do Futuro, conhecer tecnologias que estão sendo desenvolvidas. A feira também será uma oportunidade para ver, na prática, o funcionamento de algumas soluções inovadoras. Os ingressos estão disponíveis pelo site www.digitalagro.com.br.

ARGENTINOS CONFIANTES Depois de enfrentarem a pior seca em cinco décadas, os produtores argentinos devem semear uma área recorde de grãos no período 2018/19.

RECORDE De acordo com lideranças argentinas, o plantio de grãos alcançará 37,2 milhões de hectares, um aumento de 3% em relação ao ano passado, marcando também um recorde histórico. Deste número, os seis principais cultivos, como milho, soja, trigo, girassol, cevada e sorgo, ocuparão 34,4 milhões de hectares.

COMPLICOU Em nota conjunta dos ministérios das Relações Exteriores, Agricultura e Indústria e Comércio Exterior, o Brasil disse que "lamenta" a decisão da China de impor tarifas de até 34% sobre a carne de frango brasileira. O texto diz que as exportações do produto complementam a produção daquele país, beneficiando seus consumidores.

SEM ESPERAR Na semana passada, o governo foi surpreendido com a decisão da China de ampliar as tarifas para o frango de corte brasileiro a partir do último sábado. Segundo Pequim, a decisão foi tomada em caráter preliminar, sobe a alegação que a indústria chinesa foi substancialmente prejudicada pelas importações do produto brasileiro.


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