95% foi a redução da erosão com o sistema de plantio direto, na década de 1970, segundo dados do pesquisador da Embrapa Soja, Henrique Debiasi, que fez um comparativo com o modelo convencional.

EROSÃO Considerando apenas as lavouras temporárias, o Paraná perde US$ 242 milhões por ano em nutrientes que são levados pela erosão. A estimativa é do pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Tiago Telles.

NA CONTRAMÃO Ao avaliar o desempenho do manejo do solo e da água em propriedades agrícolas localizadas em microbacias do Estado, entre os anos de 2014 e 2018, cientistas identificaram que a frequência de problemas com a erosão vem aumentando a cada ano, inclusive com a ocorrência de voçorocas e a formação de sulcos no solo. O trabalho foi feito por pesquisadores da Embrapa, em parceria com equipes do Iapar, da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e da Itaipu Binacional

SEMEAR A SAFRA Estabelecido pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o vazio sanitário da soja no Estado terminou ontem. Esse período, que teve início do dia 10 de junho, estipula o calendário do cultivo de soja e o período obrigatório de vazio. Com isso, a semeadura da safra 2018/19 da oleaginosa começa nesta terça-feira e vai até 31 de dezembro.

FERRUGEM O vazio sanitário de 90 dias teve por objetivo a redução do inóculo do fungo da ferrugem asiática durante a entressafra e, assim, diminuir a incidência da doença durante o ciclo da cultura.

EXPECTATIVAS O início da semeadura da safra é marcado por grandes expectativas, uma vez que a cotação da oleaginosa vem subindo como efeito da alta do dólar frente a moeda brasileira e também das divergências comerciais entre os Estados Unidos e a China.

CHINESES Na semana passada, em retaliação a posicionamento do governo Trump, traders chinesas anunciaram que vão priorizar a compra da soja sul-americana, em detrimento do produto adquirido dos Estados Unidos.

CAMINHÃO AUTÔNOMO Após pouco mais de um ano de testes, a Volvo iniciou as vendas de seu caminhão VM autônomo, o primeiro a funcionar em uma operação real no Brasil. O primeiro lote de sete caminhões foi vendido para o grupo Usaçucar, de Maringá, dono da Usina Santa Terezinha, onde o protótipo do caminhão vinha sendo testado desde maio de 2017.

MIDIÁTICO No ano passado, quando o caminhão autônomo começou a ser testado em Maringá, a Volvo mobilizou a imprensa internacional para acompanhar o fato .

FLORICULTURA O Brasil é um dos 15 maiores produtores de flores do mundo. O avanço na produção e no consumo segue na esteira do fortalecimento do agronegócio no país. Tecnologia, aumento da produtividade, novas variedades e ampliação dos canais de venda alavancam o setor de floricultura. Neste ano, a expectativa é que o faturamento cresça entre 7% e 8%. As vendas ao consumidor final devem chegar a cerca de R$ 8 bilhões.

ESCALADA Estimativa do Ibraflor - Instituto Brasileiro de Floricultura - é que o avanço das vendas no setor em 2018 seja cinco vezes maior do que a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, cuja previsão é de 1,5%. O cenário poderia ser ainda melhor se a economia nacional deslanchasse, mas os números são vistos com otimismo por representantes do setor e apontam para a manutenção da trajetória positiva do segmento registrada nos últimos
seis anos.

EXPOFLORA Em Holambra, que responde por 45% do mercado de flores do Brasil, a expectativa é melhor e o crescimento deve atingir 10% a 11%, em relação a 2017, dependendo do tipo de produto. A Expoflora, maior evento do setor na América Latina, começou a ser realizada no dia 24 de agosto e vai até 23 de setembro.

CARNE SUÍNA Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a carne suína ganhou espaço no mercado doméstico com o aumento do preço da bovina e do frango, elevando sua competitividade.

PROJEÇÃO O Brasil deve permanecer como quarto maior produtor e exportador mundial de carne suína até este ano, com produção anual média de 2,84% e vendas ao exterior de 4,91%. A projeção é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

AUMENTANDO Os principais Estados responsáveis por grande parte da produção suína brasileira são Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais. Segundo análise do Cepea, o consumo doméstico de carne suína pode aumentar 1,63% em 2018, o que corresponde a 49,6 mil toneladas a mais, se comparado a 2017.

VALOR Mas não foi só o custo que fez a iguaria cair no gosto dos brasileiros. Finalmente, a tão marginalizada carne suína está tendo seu valor reconhecido, tanto pelas pessoas, que têm consumido até três vezes por semana, como pelos mais exigentes paladares em renomados restaurantes. O Brasil está aprendendo a desmistificar esse tão saboroso e rico alimento.

NO VAREJO Os cortes mais conhecidos e, até então, mais consumidos no Brasil são costelinha suína, bisteca, lombo e pernil, embora já seja possível encontrar em açougues e supermercados os cortes mais especiais, como picanha suína, alcatra, filé mignon suíno, lagarto suíno, coxão mole, entre outros.

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