R$ 500 milhões em crédito para custeio e investimentos foram anunciados pela cooperativa de crédito Sicredi União, que tem sede em Maringá, para o financiamento da safra de milho de inverno, a ser semeada logo após a colheita da soja. Para programação e por questões de logística, as vendas de insumos para o cultivo do cereal devem ser feitas com antecipação.

NOVOS TEMPOS Com a eleição de Jair Bolsonaro para a presidência da República, começam as especulações sobre a formulação de uma política agrícola e quem conduzirá o Ministério da Agricultura, uma pasta estratégica para o desenvolvimento e o futuro do país, e sobre a qual pesam enormes desafios.

MUDANÇAS A ascensão de Bolsonaro ao Palácio do Planalto deve resultar em mudanças significativas para o agronegócio brasileiro, onde ele obteve uma adesão em massa.

TRANSIÇÃO O economista Gustavo Grisa, sócio da empresa de impact business Agência Futuro, voltada à inovação pública e responsabilidade empresarial, afirma que será necessário um período de transição para que as lideranças do setor e a equipe do presidente recém-eleito consigam entrar em um consenso sobre as necessidades do agronegócio.

DESTRAVAR "Há um grande espaço de avanços represados e que no novo arranjo político podem avançar: a modernização do sistema regulatório e de apoio, avanços na questão de legislação ambiental e a conciliação entre sustentabilidade e produção, e o apoio logístico ao agronegócio, desentravando projetos de infraestrutura importantes em várias regiões", comenta.

MAIS PESO Para Grisa, o maior ganho do setor com a vitória de Bolsonaro e a nova configuração do Congresso é o aumento do peso político e de influência, do agronegócio, nos rumos do país. "Agora caberá às lideranças setoriais e empresariais construir com o governo Bolsonaro uma agenda que realmente atenda aos interesses de competitividade do setor e a um projeto equilibrado de retomada econômica do país", finaliza.

MARGEM MENOR Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), divulgado na semana passada, mostra que, na média, a atividade agropecuária teve significativa redução da margem de rentabilidade em 2018. O comportamento foi impactado pelos custos de produção, puxado pela alta dos preços de insumos como fertilizantes, energia, óleo diesel e rações, e outros fatores como a paralisação dos caminhoneiros.

AUMENTO DE CUSTOS "Nós observamos que, principalmente nas atividades pecuárias, houve uma redução significativa nas margens de produção e um incremento de custos em grande parte delas, principalmente por conta do aumento dos preços da ração", explicou o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi.

IMPACTOS Na agricultura, soja e milho também apresentaram queda na margem, de 40% a 50%, por conta dos níveis menores de preços e maior oferta. Bruno Lucchi citou também o aumento dos preços dos fertilizantes de 19%, em média, do ano passado para cá.

"O produtor que comprou no segundo semestre encontrou valores 18% maiores em função da greve dos caminhoneiros e um câmbio mais elevado."

TECNOLOGIAS Londrina estará sediando nos dias 20 e 21 de novembro, no Parque Internacional de Exposições Governador Ney Braga, o Agro Bit Brasil, um evento tecnológico para o agronegócio, que tem como temática Criando Conexões e Acelerando a Inovação no Agro.

AGENDA Coordenado pelo secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, George Hiraiwa, o Agro Bit Brasil já tem palestrantes internacionais confirmados e mais informações podem ser obtidas no site do evento: www.agrobitebrasil.com.br

PRODUTORAS A Comissão de Mulheres do Sindicato Rural de Maringá anuncia a realização, no dia 13 de novembro, a partir das 13h, no centro de eventos Fregadolli, do X Encontro de Mulheres Rurais de Maringá. O tema é "O protagonismo da mulher no agronegócio" e haverá uma palestra com Teresa Cristina Vendramini, socióloga e diretora-executiva da Sociedade Rural Brasileira (SRB).

AFTOSA Começa nesta quinta-feira, dia 1º, a segunda etapa da campanha estadual de vacinação contra a febre aftosa, no Paraná, que deve abranger bovinos de todas as idades. A imunização do rebanho vai até o dia 30.

MAIO Aliás, o Ministério da Agricultura acaba de confirmar a autorização para que a última campanha de vacinação ocorra em maio de 2019.

NOVOS MERCADOS
Na prática, a medida reforça o trabalho para que o Paraná obtenha o reconhecimento de área livre de febre aftosa sem vacinação junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) em 2021. A partir de então, novos mercados que pagam mais pela qualidade da carne paranaense, tanto bovina, como suína e de aves, deverão abrir suas portas, beneficiando todos os elos da cadeia produtiva.

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