7,8% foi a queda do dólar, no mês de outubro, em comparação à moeda brasileira, puxando para baixo a cotação das commodities agrícolas, entre as quais a soja, que apresentou redução de 5%

FERRUGEM O excesso de umidade fez surgir em Porto Mendes (PR), na semana passada, o primeiro foco de ferrugem asiática da soja. A identificação foi feita pelo Centro de Pesquisa Agrícola da cooperativa Copacol, de Cafelândia.

DE OLHO A orientação da pesquisadora da Embrapa Soja, Cláudia Godoy, é para que os produtores não descuidem do controle da ferrugem, uma vez que as condições estão favoráveis ao seu desenvolvimento.

VORAZ A ferrugem é a principal doença da cultura da soja no Brasil e promove desfolha precoce, impedindo a completa formação dos grãos e por consequência, queda na produtividade.

PODE SECAR Se de um lado tem chovido demais, de outro já se fala em redução da umidade para este mês. Analistas apontam que no sul do país pode haver diminuição das chuvas em novembro.

VAMOS ACOMPANHAR De acordo com a gerente do portal CropView, Cristina Queiroz, a redução das chuvas poderá afetar as lavouras em estágio de florescimento. "Nós estamos acompanhando essa redução há bastante tempo, tem momentos que o alerta sinaliza mais forte e outro é menos forte", diz.

PRECOCES Outra aspecto que o sistema do CropView analise é o clima favorável para o surgimento de doenças fúngicas da soja. "Alerta sinaliza que as doenças estão mais propensas a aparecer nas áreas plantadas mais precoces, principalmente no Estado do Paraná", afirma.

SETOR FORTE A avicultura brasileira é destaque desta semana do Boletim do Sistema Faep. O Brasil ocupa o posto de maior exportador e segundo maior produtor de frango do planeta, fruto de trabalho, pesquisa e investimentos em todos os elos da cadeia produtiva, que nos últimos dez anos viveu um período bastante próspero.

CALVÁRIO Desde março do ano passado o setor vem enfrentando um calvário de sucessivos episódios ocorridos nos cenários interno e externo, que impactaram toda a cadeia, trazendo consequências desastrosas, como fechamento de unidades, perda de mercados e outras sequelas que ainda devem demorar algum tempo para serem sanadas. Mas a avaliação é que o pior já passou.

SOFREU Maior produtor e exportador de frangos do Brasil, o Paraná foi especialmente atingido neste processo. Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a exportação da carne de frango paranaense no primeiro semestre deste ano recuou 2% em volume, de 903 mil toneladas em 2017 para 881 mil toneladas em 2018, e 7% em receita, de US$ 1,455 bilhão para US$ 1,354 bilhão no mesmo período.

CONSUMO MENOR Em todo Brasil, a estimativa da ABPA é que a produção de carne de frango apresente redução entre 1% e 2% este ano, quebrando a previsão de crescimento de 2% a 4% no início do ano.

EFEITO EM CADEIA Essa redução acompanha a diminuição no alojamento de pintinhos. De acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte (Apinco), o alojamento de aves neste primeiro semestre caiu 4,2% no território nacional. No Paraná, essa redução foi de 7,2% no mesmo período.

LIBEROU O Serviço Federal para Vigilância Sanitária e Fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor), órgão que regula a segurança na agricultura do país, anunciou na semana passada que desde o dia 1º deste mês estão liberadas as importações de carnes suína e bovina de nove fornecedores do Brasil.

NÃO PODIA A carne brasileira estava embargada no mercado russo desde novembro de 2017 devido a presença de ractopamina em produtos de origem animal de plantas frigoríficas brasileiras. A ractopamina é um aditivo alimentar usado para fazer com que animais ganhem peso de forma mais eficiente e acumulem menos gordura.

SEGREGA O uso do produto em rações é aprovado pela Organização Mundial da Saúde, mas não é autorizado pela Rússia, União Europeia e China. Para evitar qualquer tipo de contaminação, o Brasil utiliza o sistema de segregação para exportação de carne para os países que têm restrições, ou seja, os animais recebem outro tipo de ração e são criados separadamente.

PREJUÍZOS Segundo números da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), desde o embargo imposto no ano passado, o Brasil deixou de exportar para a Rússia o equivalente a 230,4 mil toneladas, cerca de 40% de tudo o que o país teria exportado no período.

APROVADO Como se sabe, o pedido do Estado do Paraná, de antecipar para novembro de 2019 a retirada da vacinação contra a febre aftosa, foi aprovado pelo Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

IMPORTANTE A decisão foi comemorada pelo setor produtivo paranaense. "Essa medida é fundamental para ganharmos mercado, especialmente o internacional. Aparentemente, as pessoas podem achar que a questão da febre aftosa só afeta o gado bovino, mas não é apenas isso. O fato de não sermos livres de aftosa sem vacinação impede o cooperativismo e demais empresas de competir em alguns países que exigem esse status", explica o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

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