R$ 578,2 bilhões é a estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2018, com base nas informações de outubro. O montante está 2,3% abaixo de 2017, que foi de R$ 591,7 bilhões. Neste ano, as lavouras geraram R$ 391,8 bilhões e, a pecuária, R$ 186,3 bilhões. Em relação ao ano passado, as lavouras apresentaram redução real de 1,2% e a pecuária, de 4,5%.

MENOR O VBP deste ano é o menor dos últimos quatro anos. A redução do valor de produtos relevantes como arroz, cana-de-açúcar, feijão, laranja, mandioca e milho foi o principal fator que afetou o resultado, explica José Garcia Gasques, coordenador-geral de Estudos Econômicos da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

EVENTO "Agrotóxicos, Receituário Agronômico e Suas Responsabilidades": este é o tema do encontro que a Associação Maringaense de Engenheiros Agrônomos (Amea) promove nesta terça-feira em Maringá, a partir das 13h30, no auditório do

Crea-PR.

PALESTRAS Aberto à participação de engenheiros agrônomos e outros profissionais ligados à agricultura, o evento terá três palestras, seguidas de debates.

LIVRO Às 13h45, o jornalista e escritor Nicholas Vital fala sobre a pesquisa que realizou para o seu livro, lançado no ano passado, com o título "Agradeça aos Agrotóxicos por Estar Vivo".

FISCALIZAÇÃO Às 15h, o coordenador do Programa de Defesa do Alimento Seguro, engenheiro agrônomo João Miguel Toledo Tosato, aborda "Fiscalização do Receituário Agronômico".

RESPONSABILIDADE Completando, às 16h30, o promotor de Justiça da 6ª Promotoria da Comarca de Maringá, Maurício Kalache, vai discorrer sobre "Responsabilidade Civil e Criminal da Emissão do Receituário Agronômico".

TRAVOU Informações divulgadas pelo especialista Luiz Fernando Pacheco, analista da T&F Consultoria Agroeconômica, mostraram que existe um impasse travando o mercado brasileiro de milho.

SEM ACORDO Segundo ele, os compradores precisam comprar e os vendedores precisam vender, mas não estão se acertando no preço.

SEM ESTOQUES "Na verdade, os compradores querem comprar a preços baixos e os vendedores querem vender a preços melhores que os atuais. E aí está o impasse. Os compradores precisam repor os estoques consumidos durante o longo período de feriado", comenta.
ABRIR ESPAÇO Além disso, a colheita da safra nova de soja, que deve começar em pouco mais de um mês nas regiões produtoras, pode funcionar nos próximos dias como fator de pressão sobre o milho disponível. Embora em algumas praças tenha sido observada valorização do cereal, a perspectiva é de que a necessidade de esvaziar os poucos estoques disponíveis acabe obrigando produtor a aceitar valor proposto pelo comprador.

INOVAÇÃO Em um cenário em que a tecnologia já invadiu o campo e todos os processos da lavoura, quem investe mais em melhorias e inovações sai na frente e consegue colher os frutos desse trabalho. É o caso de Richard Franke Dijkstra, produtor rural de Carambeí (PR), que se destaca no uso de sistemas tecnológicos no apoio de suas plantações.

MAPAS "Com todas as ferramentas que existem na agricultura de precisão nós temos uma enormidade de dados e tentamos fazer uma gestão de todas essas informações para extrair algo mais. Conseguimos desenvolver mapas de NDVI (índice que analisa a condição da vegetação no campo através de sensoriamento remoto), de produtividade, de fertilidade do solo e outras diversas informações de várias culturas", afirma Dijkstra.

ANALISAR "Mesmo assim, essas informações por si só não me dão ferramenta de gestão nenhuma. É preciso fazer uma análise disso tudo para poder criar zonas de manejo que nos mostra exatamente como estão e as ações que devo tomar como aumentar calcário ou gesso por exemplo", explica o produtor de Carambeí, que acredita que o tempo gasto nessa etapa acaba valendo a pena.

ECONOMIA "O trabalho de gestão dos dados não é tão complicado assim porque ele já vem de maneira digital. Existem algumas informações como monitoramento de pragas e doenças que eu preciso ter uma pessoa para fazer esse acompanhamento e passar para o escritório.

Nesse caso ele dá um certo trabalho a mais, mas também me dá uma certeza de que eu tenho uma informação confiável e que posso tomar uma decisão em cima dela sem ter margem de erro nenhuma. Com isso, conseguimos redução no uso de insumos e ganho de produtividade, além de identificar alguns gargalos e trabalhar em cima deles para aumentar a produtividade".

ATUALIZADO Além de investir em sistemas de gestão, o produtor tem a preocupação de manter os equipamentos da lavoura sempre atualizados com o que há de mais moderno no mercado. "A espalhadeira que temos não chega a ser um equipamento autônomo, mas ela consegue fazer toda a variabilidade de aplicação automaticamente. Não é preciso abrir para regular e ajustar, é tudo feito automaticamente. Além disso, o trator é com piloto automático o que nos dá uma precisão de andar a 32 metros de largura e estar sempre a 32 metros de largura, não vai variar".

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