Em uma área de 6,5 mil metros quadrados, o público conhece opções de fonte de renda na agricultura familiar e oportunidades para diversificar a produção nas pequenas propriedades. A Fazendinha, como é chamada, apresenta tecnologias recomendadas para a produção de alimentos de qualidade, de forma segura e sustentável.

Segundo o Departamento de Comunicação do evento, o espaço também é usado para conscientizar a população da zona urbana sobre o papel desempenhado pelo campo para a sobrevivência humana.

A Fazendinha completa 20 anos na Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá (Expoingá), fruto de uma parceria entre a Sociedade Rural de Maringá (SRM) e a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná. Nessas duas décadas, o local se transformou em um dos pontos mais procurados pelos visitantes. Segundo registros, cerca de 30% das pessoas que percorrem o recinto passam pelo projeto.

Destaques

De acordo com o coordenador da Fazendinha, Egberto Zulian, neste ano, os visitantes vão conhecer duas novas variedades de café, desenvolvidas pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), e três de mandioca, com maior viabilidade econômica e resistentes às pragas. No gado de corte, são apresentadas as principais forrageiras para alimentar o rebanho; formas de proporcionar o bem-estar dos animais no pasto; e o cruzamento industrial para o abate de novilho precoce.

No setor de grãos, as atrações são o túnel de vento, o infiltrômetro e o "duelo" entre os predadores naturais e os agentes considerados pragas que provocam doenças. "Recorrer aos predadores naturais é uma estratégia para reduzir o uso de agrotóxicos no campo", explica Zulian.

Desperdício
Para combater o desperdício de alimentos, a Cozinha Familiar apresenta maneiras de se talos, cascas e folhas em receitas. Também mostra como reaproveitar melhor o que é preparado para as refeições. Dados oficiais indicam que, no Brasil, o desperdício de alimentos é superior a 33%, em relação a tudo que se é produzido, desde o campo até a mesa do consumidor.

Sensações
A Fazendinha conta, ainda, com a Maquete Ambiental. Este ano, nos 30 metros de caminhada pelo bosque, serão exploradas as sensações humanas. Experiências como sentir a textura e o aroma de uma planta ou identificar uma flor, pelo toque, são estimulados durante o percurso.

O coordenador informa que as plantas estão identificadas em braile. Quem desejar, pode percorrer a mata com os olhos vendados. Ao caminhar, os visitantes também ouvem os sons da chuva, de riachos, animais e outros sons da floresta. "A proposta é viajar pelos sentidos e proporcionar um passeio único pela mata", frisa. ///VR


Modelo completa 20 anos na feira de exposições; visitantes vão conhecer duas novas variedades de café, desenvolvidas pelo Iapar, e três de mandioca. — EDU CORRÊA/SRM

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