Os pais chegam em casa cansados do trabalho e precisam dar atenção aos filhos. Os professores assumem um perfil de "trabalhador social", além da docência. As duas situações e outras somadas são para cuidar do desenvolvimento do aluno na escola. Tendo atenção se a criança tem um bom convívio com amigos e professores, se interessam pelo aprendizado, cumprem as tarefas, tem disposição para brincadeiras, entre outros casos comuns na infância.

É por isso que a transição escolar é um processo delicado que envolve iniciativas de pais e professores. Seja separado ou em conjunto. "A base de todo processo educacional que o indivíduo construirá e precisará ao longo de toda sua vida acadêmica e pessoal, se constrói nas séries iniciais do Ensino Fundamental", explica a diretora educacional do Colégio Objetivo, de Maringá, Roseli Moreno. "É de fundamental importância, que tanto os pais como os professores, estejam atentos a qualquer dificuldade apresentada pelo aluno na construção do conhecimento".

Moreno cita que o professor como "trabalhador social" é fundamental na transição escolar com um olhar crítico para trabalhar a subjetividade do aluno e mediar com o processo pedagógico. Com isso, o professor estimula o convívio e a integração no coletivo. Mas, sem deixar de ver, avaliar e acompanhar individualmente o aluno.

O Colégio Objetivo usa o programa Gerenciamento das Emoções (do pesquisador e psiquiatra doutor Augusto Cury) para resolver os problemas (confira box) e situações que surgem. O que ajuda tanto os professores, quanto as famílias em casa. O programa virou livro "Gestão da Emoção" (2015, Saraiva) com tema inédito no mundo. Ele aborda questões como gasto errado de energia e como as emoções se desvirtuam. E em seguida apresenta métodos de como lidar com esses problemas que estão relacionados e resolver casos sobre emoção, inteligência, energia, habilidades, entre outros.

Roseli Moreno alerta para o comportamento e reação do aluno que sai da Educação Infantil e entra no Ensino Fundamental. Pais e professores observam as mudanças de ambiente e se o aluno está se interessando pelos novos conteúdos mais sérios - como as disciplinas de Matemática, Língua Portuguesa, entre outras - e o fim das atividades lúdicas que tinha até então.

Atenção

Um cuidado na transição escolar está sobre o aluno que não teve uma boa formação no Ensino Infantil e chega ao Fundamental com dificuldades de relacionamento, de cumprir tarefas, entre outros problemas. "A autonomia que é desenvolvida, ao longo da Educação Infantil é indispensável para uma adaptação às novas rotinas do Ensino Fundamental I e do ritmo de estudos, que cada aluno irá imprimir para a sequencia da vida acadêmica", explica Roseli Moreno.

Ela cita que é comum o aluno apresentar dificuldades na vida acadêmica. E que quando isso acontece há acompanhamento das equipes de coordenação, psicóloga e diretoria. No caso do Colégio Objetivo, primeiro é avaliada relação de sala de aula e professor, depois a família e até uma avaliação de outros profissionais. "Somos atentos a estudos de casos e quando existe um laudo ou um diagnóstico preciso, atuamos de forma conjunta para facilitar a aprendizagem", conclui Moreno.

ALERTA
FATORES QUE CAUSAM PROBLEMAS NA VIDA ACADÊMICA

A vida acadêmica do aluno até a universidade e cursos de pós-graduação tem a interferência e influência do que o estudante viveu entre os ensinos infantil e fundamental. Por isso, há cuidado dos pais e professores sobre fatores que causam problemas de relacionamentos, comportamento, disciplina e produção.
Segundo a diretora Educacional do Colégio Objetivo, Roseli Moreno, entre as situações que causam tais problemas estão:

3 Isolamento;
3 Irritabilidade sem aparente causa;
3 Dores de cabeça frequentes;
3 Processo socializado deficiente no contexto geral das vivências escolares;
3 Baixa manutenção das características instintivas dos indivíduos (egoísmo e egocentrismo);
3 Pouca tolerância às frustrações e decepções nas relações pessoais e interpessoais;
3 Imaturidade global


ETAPAS. Transição escolar é um processo que envolve iniciativas de pais e professores, seja separado ou em conjunto, explica a diretora educacional do Colégio Objetivo, de Maringá, Roseli Moreno. — ANDYE IORE

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