O telefone celular é hoje um dos principais acessórios e utensílios na rotina das pessoas. Mas ainda é um impasse como uso pedagógico. Enquanto alguns estabelecimentos proíbem o aparelho, no Colégio Axia, em Maringá, ele é usado com sucesso nas salas de aula. "Quem não usar a tecnologia vai ficar pra trás", comenta o aluno do primeiro ano, Samuel Ouyama Chimiti. "A educação vai evoluir e o que podemos fazer é apenas aceitar e tentar aproveita-la o máximo que pudermos".

Ele participou de um trabalho de Química, com a professora Jessica Pavão Antoniassi, onde os estudantes utilizaram o telefone celular. E assim é nas disciplinas de Literatura, Sociologia, Filosofia, Química, Matemática, Biologia e Arte. A escola maringaense faz planejamento com professores para pesquisar, desenvolver vídeos, desenhos animados, 3D, blogs, entre outras situações com os aparelhos.

Uma outra atividade bem sucedida foi um atendimento online no Google Form. Foi disponibilizado um conteúdo, os alunos acessaram e tiraram suas dúvidas pelo telefone celular com o professor acompanhando e participando também.

A iniciativa é do uso do aparelho como meio de acessar a informação e tornar mais dinâmica a sala de aula. "Os alunos trazem aparelhos de última geração para a escola e que tem acesso a tudo", destaca a coordenadora pedagógica do Colégio Axia, Izabeth Aparecida Perin da Silveira.

Roteiro
O processo de usar as tecnologias na escola passa pelo planejamento do bimestre com a coordenação. É feito um Roteiro de Atividade, que prevê onde e como pode usar a tecnologia nas aulas. Incluindo fora da sala. E isso tem uma participação direta de cada professor. Que quanto mais ele se interessa, domina e tem um olhar positivo para as ferramentas, mais o conteúdo é apresentado de forma tranquila e acessível para os alunos. O que complementa e enriquece o aprendizado.

A coordenadora aponta que o acesso à tecnologia e comunicação está em desenvolvimento e que não há mais como retroceder. É repensar o uso dessas tecnologias em favor da humanização.

DIÁLOGO DEVE SUPERAR A PROIBIÇÃO
A coordenadora Izabeth Aparecida não aceita a proibição do aparelho nas escolas e orienta que o celular abre uma possibilidade muito grande de pesquisa porque os alunos estão o tempo todo conectados assistindo vídeos e buscando informações na internet. Basta orientar onde e como o aluno procura e utiliza a ferramenta.

Ela considera que a sociedade hoje tem medo de dialogar. Que é comum proibir porque é mais fácil e assim se evita exposições e punições. "Se perdermos a capacidade de dialogar, perdemos a nossa humanização", anuncia.

Ela sabe dos aspectos negativos. Como a dependência que cria nas crianças e adolescentes, o lado "destrutivo" comum nas mídias sociais com comentários, críticas e mentiras sobre outras pessoas que muitas vezes nem se conhece. "Isso causa um transtorno imenso e irreparável na vida daqueles que são expostos", cita completando que isso pode ser evitado se pensar, conversar e refletir com os jovens. Que eles precisam entender e respeitar as regras. "O aluno entendendo como utilizar, em que momento usar e como ele pode usar, potencializa a aprendizagem", conclui Izabeth Aparecida.


CELULAR. A coordenadora Izabeth Aparecida: uso da tecnologia pela humanização. — ANDYE IORE

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