As novas tecnologias já mudaram em muito a nossa rotina. E às vezes utilizamos taƍnto as ferramentas e recebemos ou oferecemos serviços que há pouco tempo nem existiam. E assim a tecnologia acaba com um serviço ou profissão, mas também cria muitos outros. "Algumas atividades passam a não ser mais feitas pelas pessoas e sim conduzidas por inteligência artificial, por robôs, por programação", avalia a diretora de inovação acadêmica da PUCPR, Cinthia Spricigo. "A tendência é que sobre o trabalho criativo para as pessoas".

Entre os serviços e ferramentas que já são usados pela população estão os assistentes inteligentes (como a Siri no IPhone); robôs que fazem serviços e ações em casa (como ligar e desligar a televisão e acender e apagar a luz); um caixa automático do supermercado que não tem funcionário e o cliente passa a compra sozinho; o Uber que tomou conta do mercado de transporte urbanos de passageiros fazendo com que o fluxo dos táxis caísse em três vezes; entregas de alimentos (onde o cliente pede pelo aplicativo e já há testes de fazer a entrega da comida por drones); a Comunicação que ganhou novos profissionais como os youtubbers; na Medicina há robôs que fazem procedimentos complexos no lugar do médicos, entre outras situações.

E as ferramentas são variadas também. Como computador, telefone celular, controle remoto, robô, aparelhos eletrodomésticos, óculos, câmeras de vídeo, leitores óticos, chips, entre outros.

Spricigo aponta que há tecnologia para substituir quase tudo que o ser humano faz hoje. Que a inteligência artificial está tão avançada que quase se iguala às emoções humanas. Por isso há profissões acabando. Restarão às pessoas as atividades que envolvem capacidade de análise e as [poucas] com relações com as pessoas.

A diretora comenta que surgem novas atividades dentro das profissões clássicas. Por exemplo, um engenheiro que cuida de cyber dados, segurança de informação. São especialidades que um engenheiro da computação pode desenvolver. Há uma formação básica e o profissional segue novas trilhas ao longo da vida.

Por isso a diretora cita que é preciso se preparar para usar a tecnologia e não esperar chegar ao mercado de trabalho para isso. Porque os mais jovens já nascem com acesso às novas tecnologias. Tem que buscar atualização e isso é mais fácil hoje porque há cursos gratuitos e a informação é bem distribuída e democrática. "Só precisa ter acesso à internet. O resto é por sua conta", considera Cinthia Spricigo, que cita outro exemplo da preparação do aluno para o mercado de trabalho: "Não podemos mais ensinar Matemática da mesma forma que ensinávamos. Temos que ensinar com programação agora".

RECOLOCAR - E em casos do profissional que atua num segmento que está perdendo mercado e acabando, é preciso procurar outros nichos e não esperar o fim de sua atividade. "O profissional precisa aproveitar a base que ele tem e aprender uma coisa nova. É só se recolocar no mercado de trabalho", orienta Spricigo, que cita seu próprio exemplo.

Ela é engenheira por formação e trabalha agora com Educação. Apesar da profissão não estar em extinção, ela se especializou em outra área sem fazer outra graduação. Para isso estudou por conta própria. Fez oficinas, leu bastante, conversou com profissionais, entre outras situações. É um nicho onde ela aplica a formação de Engenharia, usando a psicologia cognitiva.

Por isso é preciso se preparar para encarar novos desafios do fim de uma profissão e a chegada de outras novas. Porque as mudanças já acontecem no mercado de trabalho e na rotina das pessoas que, muitas vezes, nem percebem que já fazem parte de um novo segmento profissional.


TECNOLOGIA. É preciso se preparar para usar a tecnologia e não esperar chegar ao mercado de trabalho para isso. Porque os mais jovens já nascem com acesso às novas tecnologias. — MELVIN QUARESMA

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