Antigamente visto mais como provedor, o papel do pai vem mudando de tempos em tempos. Cada vez mais presente na vida dos filhos, participando e dividindo as funções que antes eram atribuídas apenas às mães.

Segundo a psicóloga Elise de Cnop, a figura paterna mudou muito nos últimos anos. Hoje o pai está mais cuidadoso, afetivo, ajuda com organização interna da casa, imposição de regras e diálogos.

"Há vários aspectos pra cá que fizeram ter essa mudança. Antes os pais não se preocupavam de estar perto, só de pagar contas e trazer o alimento. Depois, vieram outras gerações que achavam que precisavam dar aos filhos tudo que não ganharam dos pais, como brinquedos, melhores escolas, viagens. Agora, veio essa geração, que entende que os filhos precisam ser acompanhados, que os pais precisam estar presentes, dividindo até mesmo as tarefas de casa com a esposa", explica.

Elise ainda cita que hoje vem sendo discutido muito sobre a saúde mental das crianças. "Hoje é muito discutido sobre a saúde mental das crianças, essa era tecnológica e essa bagunça de jogos tem feito os pais se preocuparem com os filhos com esse tipo de vícios que podem causar até depressão. Algo que não se discutia no passado, pois achavam que eram tudo frescura", cita.

O analista de custos Ricardo Henrique, 30, diz que não consegue ficar longe de seus filhos e acredita que nos dias de hoje os pais estão mais próximos.

"Esse conceito de que o pai provia os mantimentos da casa e a mãe cuidava da educação dos filhos não existe mais. Até porque geralmente as mães trabalham também e os pais precisam ajudar", diz.

Ricardo ainda ressalta que mesmo com a carga horária pesada, ele procura sempre estar mais próximos dos filhos. "Hoje como todos, tenho a carga horária muito pesada, mas nos finais de semana consigo equilibrar bastante a aproximação com meus filhos e gosto muito de estar com eles", complementa.

O gerente de projeto Fernando Valadares, 38, diz que esse tabu de pai não ajudar acabou. Ele menciona que a maioria do tempo passa com o filho, que o emprego só ajuda e é compensatório para ele.

"Hoje está bem mais equilibrado que antigamente, as coisas mudaram, é tudo muito corrido, homens trabalhando, mulheres trabalhando, dividindo as contas, então, os pais acabam ajudando, e muito. No meu trabalho mesmo não atrapalha, de forma alguma, é bem compreensivo na parte de criação dos filhos e é bem compensador poder sair e se divertir com ele desfrutando um tempo de lazer", diz.


PATERNIDADE. O gerente de projetos, Fernando Valadares, adora passear com o filho Benício

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