Ricardo Knoepfelmacher ficou conhecido nos tempos do curso de Economia da Universidade de Brasília como um estudante prodígio, simpático, mas ousado e muito objetivo. A fusão desses atributos o transformaria, anos depois, em dos mais conhecidos empresários no árido segmento de reestruturação de grandes corporações. Egresso de uma família de classe média, o jovem economista Ricardo Knoepfelmacher tem um vasto currículo de crises enfrentadas e o sufixo do sobrenome de origem germânica (macher) já carrega a simbologia de um fazedor. Ricardo K, como é mais conhecido no mercado, é um "fabricante" de soluções, um resolvedor de crises empresariais.

Sua predileção por livros de História, em especial sobre a Segunda Guerra Mundial não enevoaram o temperamento amistoso, conciliador e avesso a conflitos. O estilo firme, mas afável e bem humorado, características rarefeitas no mundo dos grandes negócios, renderam a Ricardo Knoepfelmacher uma grande rede de contatos e um talento especial para fazer a ponte entre empresários e credores. Depois de uma temporada de estudos nos Estados Unidos, Ricardo Knoepfelmacher tornou-se um precoce executivo do Citibank aos 23 anos de idade. Passou também pela Consultoria Mckinsey & Company. Aos 27 anos, já era presidente da Caloi, uma das principais empresas do País, que passava por grandes dificuldades. Depois de "consertar" a fabricante de bicicletas, Ricardo Knoepfelmacher tomou gosto pelo ofício e criou a sua própria empresa de reestruturação, a MGDK.

Desde então, não parou mais de lidar com situações empresariais complexas. Suas conhecidas competências renderam convite para ser presidente da Pegasus, empresa do setor de telecomunicações. Depois de mais um caso de sucesso, Ricardo Knoepfelmacher voltou a ter seu próprio negócio, quando juntou-se a outros executivos experientes na Angra Partners, que viria tornar-se referência no trabalho de reestruturações e gestão de ativos. Convidado pelo JP Morgan, a empresa esteve à frente de grande projeto na Brasil Ferrovias, que saneada foi vendida para a ALL Logística. A atuação nesse caso permitiu a Angra Partners participar de concorrência para gerir um Fundo de Investimento, que tinha no portfólio empresas importantes no setor de infraestrutura. Graças à sua experiência como reestruturador e ao conhecimento do setor de telecomunicações, Ricardo K foi indicado pelos cotistas do fundo para comandar a Brasil Telecom, onde, entre 2005 e 2008, promoveu profunda reestruturação e obteve sucessivos recordes de lucratividade. A empresa foi vendida para a OI, proporcionando significativo ganhos para os acionistas.

O "caso Brasil Telecom" tornou-se emblemático e aumentou ainda mais a reputação de Ricardo K como recuperador de empresas. Depois de sanear o Grupo Bertin Energia, atuou no, até então, maior caso de reestruturação do Brasil. Em outubro de 2013, Ricardo Knoepfelmacher assumiu a tarefa de sanear o Grupo EBX, do empresário Eike Batista. O trabalho contemplava a solução de problemas na holding e em várias empresas do Grupo, como OGX, OSX, MMX. O saldo foi extremamente positivo. Já com sua nova consultoria, a RK Partners, Ricardo K esteve à frente de renegociação de mais de R$ 43 bilhões em dívidas, o que evitou a quebra das empresas do Grupo X.

Em meio à crise vivida pelas empresas brasileiras, Ricardo Knoepfelmacher tem sido muito demandado. A RK Partners, que foi criada em 2014 com 10 colaboradores, conta hoje com uma equipe de 60 pessoas, sendo oito sócios, distribuídas em doze grandes projetos, em empresas como Bombril, Estaleiro Atlântico Sul, Rossi, UTC, Usina Caetés, Cantagalo e SBA Comunications. Segundo um estudo da RK, os bancos detêm hoje mais de 200 bilhões em créditos de difícil negociação com as empresas. Esse quadro deve aumentar ainda mais a busca pelos serviços da RK Partners.

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