O dólar persiste em alta na manhã desta sexta-feira, 9, no exterior e conduz os ajustes iniciais do mercado de câmbio doméstico. Operadores afirmam que os principais catalisadores de negócios continuam sendo as incertezas sobre a reforma da Previdência e o comando do BC no futuro governo e a persistente alta generalizada do dólar no exterior.

A capacidade no novo governo de conseguir apoio no Congresso Nacional já foi colocada em xeque esta semana com a aprovação pelo Senado do reajuste do Judiciário, com impacto de cerca de R$ 4,1 bilhões aos cofres públicos, e da medida provisória (MP) que cria o Rota 2030, que pelas contas da Receita representará uma renúncia fiscal de pelo menos R$ 2,1 bilhões aos cofres do Tesouro.

Ecoa lá fora ainda a sinalização do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) nesta quinta-feira, 8, para a continuidade do aperto monetário em meio ao fortalecimento da economia americana. Também a subida de 2,5% em outubro da inflação ao consumidor na China ficou abaixo do esperado e pesa contra as moedas emergentes e ligadas a commodities, incluindo o real.

O Federal Reserve indicou, após anunciar a manutenção dos juros na faixa de 2,00% a 2,25% na quinta, que a perda de fôlego dos investimentos das empresas na passagem do segundo trimestre para o período entre julho e setembro não era algo preocupante. Com isso, o mercado passou a dar como certo um aumento de taxa de juros na próxima reunião, em 19 de dezembro.

Às 9h21 desta sexta-feira, o dólar à vista subia 0,48%, a R$ 3,7663. O dólar futuro de dezembro estava em alta de R$ 3,770.

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