A última janela de transferências de jogadores movimentou um recorde de US$ 5,44 bilhões (cerca de R$ 22,2 bilhões) para o período entre junho e o início de setembro, num total de 8.401 negociações concretizadas, informou a Fifa nesta quarta-feira. No total, 182 das 211 federações filiadas à entidade máxima do futebol registraram transferências nesta última janela.

A Fifa também confirmou recorde para transferências envolvendo os cinco principais campeonatos: Alemanha, Inglaterra, Espanha, França e Itália. A cifra cresceu 6,6% neste ano, passando de US$ 3,9 bilhões, no ano passado, para US$ 4,2 bilhões na última janela de transferências - entre 1º de junho e 1º de setembro. Em 2016, no mesmo período, estes cinco mercados movimentaram US$ 2,7 bilhões.

No total neste ano, contando até agora, foram US$ 7,1 bilhões em todo o mundo. Trata-se de um crescimento de 11,5% em comparação a todo o ano de 2017.

No relatório da Fifa, com base no International Transfer Matching System (ITMS), o sistema oficial de transferências de jogadores, fica evidente o aumentou da importância dos cinco maiores mercados de atletas de futebol.

Em números de transferências, as movimentações dos cinco países europeus representam menos de um quinto do total. Mas, em termos de valores monetários, alcança a incrível marca de 77,5% de todo o dinheiro desembolsado para contratar jogadores em todo o mundo. País que mais gastou, a Inglaterra desembolsou US$ 1,14 bilhão no período.

Fortalecido pela chegada milionária de Cristiano Ronaldo à Juventus (o time de Turim desembolsou US$ 135 milhões, cerca de R$ 556,2 milhões), o mercado italiano foi o que mais cresceu em comparação aos outros quatro grandes campeonatos nacionais da Europa. A Itália teve elevação de 74,7% em comparação ao mesmo período do ano passado. A Espanha veio logo em seguida, com crescimento de 42,2%.

Em solo espanhol, somente o Real Madrid gastou pelo menos US$ 179 milhões (R$ 737 milhões), incluindo US$ 25,9 milhões (R$ 106,7 milhões) para recontratar Mariano Diaz. Vinicius Junior chegou ao clube por US$ 52 milhões (R$ 215 milhões), a maior transação nesta janela. Já Courtois foi comprado por US$ 43,2 milhões (R$ 177,9 milhões), contra outros US$ 37 milhões (R$ 152,4 milhões) por Odriozola.

O Barcelona somou gastos de US$ 125,9 milhões (R$ 518,7 milhões), praticamente os mesmos valores de Valencia e Atlético de Madrid. No caso do time catalão, o maior investimento foi para Malcom, por US$ 50,6 milhões (R$ 208,4 milhões). Já Arthur foi transferido por US$ 38,2 milhões (R$ 157,4 milhões), contra US$ 24,7 milhões (R$ 101,7 milhões) pelo chileno Arturo Vidal.

Os franceses da Ligue 1 gastaram US$ 653 milhões (R$ 2,690 bilhões), contra US$ 575 milhões (R$ 2,69 milhões) da Alemanha. Mbappé, astro francês, foi definitivamente transferido do Monaco para o PSG por US$ 166,7 milhões (R$ 686,8 milhões). Em 2017, seu contrato já havia sido negociado com o time de Paris. Mas, para não violar regras da Uefa de gastos, o clube fechou um acordo que seu pagamento viria apenas em 2018, como ocorreu agora.


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