O jurado do MasterChef Henrique Fogaça participou da prova, que é uma das mais importantes do calendário inclusivo de São Paulo, ao lado dos filhos João e Olivia. A menina de 12 anos é cadeirante e esteve pela primeira vez no evento promovido pelo Instituto Olga de Kos de Inclusão Cultural (IOK). Fogaça participou da caminhada de 4 km e estava visivelmente emocionado ao final da prova. "Quem não veio esse ano avise ao vizinho, ao amigo, ao parente para vir no ano que vem, para que todos saibam o quanto é importante a inclusão social através do esporte. Eu tenho a minha Olivia aqui, ela não fala mas está muito feliz de estar com todas essas pessoas".

Mais do que uma prova esportiva, a 4a Inclusão a Toda a Prova - Corrida e Caminhada foi um ato em defesa da inclusão e mostrou que o esporte é um dos principais agentes para incluir as pessoas com deficiência na sociedade. O evento abriu as comemorações do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. A data que é comemorada nesta segunda-feira , 3 de dezembro, foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para chamar a atenção da sociedade sobre a igualdade de oportunidade a todos cidadãos; promover os Direitos Humanos; Conscientizar a população sobre assuntos da deficiência; celebrar as conquistas da pessoa com deficiência e pensar a inclusão desse segmento na sociedade para que ele influencie os programas e políticas que o afetem.

"Toda essa mobilização é muito importante, mostra que as pessoas começam a se mobilizar pela causa de inclusão. Nós trabalhamos para isso, para que as pessoas se entendam, queiram o bem de todos e vivam em paz", afirma Olga Kos, vice-presidente do IOK.

Durante a prova que reuniu mais de 17 mil pessoas, na Região do Ibirapuera, houve várias manifestações individuais e coletivas pela inclusão. Participantes dos projetos do Instituto Olga Kos estiveram ao lado de parentes. Sandra, mãe de Enrico, de 8 anos, disse que estava muito feliz. O filho tem Síndrome de Down e está mais integrado a sociedade desde que passou a frequentar as oficinas do IOK. "Antes ele era mais quieto, agora é falante e se comunica o tempo todo. Hoje ele comemorou cada momento e ficou muito feliz de estar aqui participando da prova".

A campeã pela seleção brasileira de vôlei, a levantadora Fofão, destacou que a corrida e caminhada do IOK promove a igualdade e faz com que todos se sintam importantes. "Quando as pessoas chegam aqui, todos se tornam uma coisa só, todos são iguais e isso é que faz a prova ficar bonita, mais encantadora. É um evento onde a gente sente a emoção das pessoas que estão aqui".

O IOK se tornou uma das entidades mais respeitadas de São Paulo, tendo sido escolhida pela Revista Época e pelo Instituto Doar como uma das 100 melhores ONGs do Brasil, no Prêmio Melhores ONGs. A entidade atua desde 2007 tendo o seu trabalho pela inclusão reconhecido por diferentes instituições públicas e privadas. Desde 2016, o IOK está entre 12 entidades, de vários países sul- americanos, escolhidas pelo Vaticano para formular um novo programa de educação para o mundo. Atualmente, o Instituto recebe em seus projetos de artes, dança e esportes cerca de 3 mil pessoas com deficiência intelectual e atende ainda pessoas sem deficiência, que se encontram em situação de vulnerabilidade social e moram em regiões próximas aos locais onde as oficinas são realizadas.


Resultados:

Corrida 10 km:

Masculino:

1- Jhonatan Santos da Silva
2- João Almeida da Silva
3- Nilton Lucio Evangelista

Feminino:

1- Michele Araujo do Amarante
2- Elza Rodrigues de Siqueira
3- Eliana Leite Brandão


Corrida 6,1 km:

Masculino:

1- Orlando Dias de Lima
2- Edmilson de Cassio Horácio
3- Anderson Luiz Moreira

Feminino:

1- Nilzete Ribeiro Martins
2- Miriam Teran Lopes
3- Francisca Lopes da Silva


Fundado em 2007, o Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural (IOK) conta com uma equipe multidisciplinar formada por artistas plásticos, arte-educadores, psicólogos, educadores físicos, fisioterapeutas, mestres em Karate-Do e Taekwondo, profissionais multimídia e pedagogos. As oficinas de esportes buscam incentivar a prática esportiva (Karate-Do e Taekwondo), estimular o desenvolvimento motor e melhorar a qualidade de vida dos participantes. Já as oficinas de artes buscam divulgar a diversidade cultural e artística de nosso país, expandir o acesso à cultura, incentivar o exercício da arte e desenvolver os canais de comunicação e expressão dos participantes, por meio dos programas: "Pintou a Síndrome do Respeito" e "Resgatando Cultura".  Todas estas atividades procuram garantir que a pessoa com deficiência intelectual reúna condições de participar de forma mais efetiva da sociedade da qual ela faz parte.

Website: http:// www.institutoolgakos.org.br

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