O futebol do estado do Paraná pode ter um grande ano em 2018, dependendo do Atlético na final da Copa Sul-Americana, tendo chegado à decisão após vitórias incontestáveis contra o Fluminense. Mesmo que o troféu não venha, os pontos positivos foram superiores aos negativos. O Furacão tem duas chances de chegar à Copa Libertadores 2019 do ano que vem: a primeira é já neste fim de semana, pelo Campeonato Brasileiro. A equipe está dois pontos atrás do Atlético-MG, que é o dono da última vaga para a competição e recebe o Botafogo em casa. Já o rubro-negro encara o Flamengo, fora de casa.

 

Ou seja, é mais interessante até pensar na Sul-Americana, já que a premiação é de R$ 15 milhões aproximadamente – em vez de por volta de R$ 12 milhões – e a vaga é direta para a fase de grupos, sem precisar jogar mata-mata para entrar em um dos grupos. O rival na final deve ser o Junior Barranquilla.

Este é um final de ano muito positivo para a equipe, que chegou a figurar na zona de rebaixamento nos primeiros momentos do Campeonato Brasileiro, sob comando de Fernando Diniz. Com Tiago Nunes de treinador, o time tornou-se um dos mais perigosos do Brasil.

Curiosamente, o início da temporada era de otimismo já que a campanha no paranaense, com o time alternativo, foi boa e terminou em título contra o arquirrival Coritiba. Falando no Coxa..

O Coritiba decepciona na série B

A campanha na série B do Coritiba foi decepcionante, terminando na décima colocação, atrás de times com folhas salariais e investimentos muito menores. A instabilidade no cargo de treinador – Eduardo Baptista, Tcheco e agora Argel Fucks – e até um processo de destituição do presidente Samir Namur, não ajudaram na campanha, que teve uma parte especialmente deprimente agora no fim da competição: goleada sofrida para o São Bento por 5 a 2 e derrotas para o Guarani (2 a 0 em casa) e Ponte Preta (2 a 0) fora, tudo isso em um período de 10 dias.

Agora o momento será de reconstrução, provavelmente com Fucks no cargo, prestigiado. Vamos ver se o Coritiba em 2019 tem uma caminhada mais tranquila e organizada para voltar à elite do futebol brasileiro.

Londrina e Dagoberto apresentam bom futebol

Não é só da capital que vive o futebol paranaense. O Londrina fez boa campanha na Série B, saindo da zona do rebaixamento no começo do campeonato para uma arrancada que fez o time ficar a cinco pontos do Goiás, último time do G4, que conseguiu o acesso.

Depois de anos incertos e rodando por vários clubes, Dagoberto se firmou no Londrina e foi o artilheiro da Série B, com 17 gols. Não dá para dizer que 2018 foi de destaque porque o time não conseguiu o acesso, perdendo pontos bobos nas últimas rodadas, mas dá para dizer que terminou de forma positiva.

Agora veremos em 2019. Sérgio Malucelli, gestor do clube, já disse que vai emprestar seis jogadores e o treinador Roberto Fonseca, responsável principal pela reação do clube, para o Novorizontino para a disputa do Campeonato Paulista. Dagoberto, que ameaçou sair, deve ficar, mas não irá atuar no Paranaense, que o clube basicamente está abrindo mão. A ideia é concentrar forças e recursos para a Série B de 2019 e conquistar o acesso para a Série A de 2020.

Bônus: Operário na Série B

Por fim, temos que citar o Operário, que fez Ponta Grossa ficar em festa com a conquista da Série C. O time disputará a Série B em 2019 junto com Paraná, Coritiba e Londrina, formando uma divisão de acesso basicamente paranaense e paulista. O estado de São Paulo terá seis times.

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